Poucos cantores ou grupos ainda geram uma grande tietagem. A idolatria de fãs tão comum no passado se tornou raridade. Entre as exceções está o BTS.
O grupo sul-coreano levou cerca de 250 mil pessoas a três shows em um estádio de São Paulo, além de ter mobilizado milhões nas redes sociais.
Os sete artistas não agradam apenas aos adolescentes e jovens. Havia adultos e idosos nas filas e arquibancadas. Eles atingem diferentes gerações.
Provocam o senso de pertencimento, aquele sentimento especial de fazer parte de uma comunidade, ser compreendido e acolhido, dividir o mesmo entusiasmo e não ter vergonha de cantar, dançar, gritar e imitar os ídolos.
Cada vez menos artistas da música conseguem despertar uma identificação tão forte com seu público devido à fragmentação do consumo do audiovisual e à banalização do conceito de celebridade.
O BTS não é apenas uma boy band de K-pop, e sim o representante de uma cultura que envolve comportamento, linguagem, moda e uma maneira particular de se relacionar com outras pessoas.
Em um tempo marcado pelo individualismo e a vivência solitária na internet, a banda asiática traz de volta a alegria das experiências presenciais e coletivas. Não é pouca coisa.