Bruna Lombardi voltou ao passado ao comentar uma entrevista feita com Donald Trump no início dos anos 1990, décadas antes de ele entrar oficialmente para a política. O assunto surgiu durante participação da atriz no programa Provoca, apresentado por Marcelo Tas.
A entrevista original ocorreu em 1992, na Trump Tower, em Nova York, e foi exibida no programa Gente de Expressão, comandado por Bruna na extinta Rede Manchete. Na época, Trump era conhecido mundialmente pelo império empresarial bilionário e pelas polêmicas envolvendo sua vida pessoal muito antes de imaginar uma candidatura à presidência dos Estados Unidos.
'Ele se sentia dono da situação'
Durante o bate-papo no Provoca, Bruna afirmou que a postura de Trump durante a entrevista já chamava atenção pelo comportamento ligado ao poder e ao controle da conversa.
"A primeira impressão foi a de que ele já adorava o poder e se sentia o dono da situação", contou.
Segundo a atriz, as perguntas acabaram sendo conduzidas muito mais pela sensação que ela teve durante o encontro do que pelo roteiro previamente preparado.
"Fui fazendo as perguntas muito em cima do que eu estava sentindo, não do que eu tinha anotado", explicou.
A pergunta que virou realidade anos depois
Um dos momentos mais comentados da entrevista foi justamente uma pergunta feita por Bruna que, anos depois, ganharia outro peso histórico. Durante o encontro, ela questionou Trump sobre a possibilidade de um dia assumir a presidência dos Estados Unidos.
"Me lembro de uma pergunta absurda que eu fiz para ele: 'Você gostaria de ser presidente dos Estados Unidos?'", relembrou, aos risos.
Na ocasião, Trump negou qualquer interesse político. "Ele respondeu: 'Não, nunca pensei nisso'", disse a atriz.
Bruna ainda contou que amigos brincam com ela até hoje por causa da pergunta. "Meus amigos me ligam até hoje para dizer: 'Que bela ideia você deu para ele'", brincou.
Programa marcou fase de entrevistas internacionais
O Gente de Expressão foi exibido originalmente pela Rede Manchete entre 1991 e 1995 e, posteriormente, ganhou nova fase na Band. Durante os anos em que comandou a atração, Bruna entrevistou diversas personalidades nacionais e internacionais, incluindo Meryl Streep, Harrison Ford, Paulo Coelho e Fernanda Torres.
A entrevista com Trump voltou a circular nas redes sociais recentemente e chamou atenção de internautas pela forma como algumas características do empresário já apareciam evidentes décadas antes de sua trajetória política.
Reflexões sobre arte, dor e sensibilidade
Além de revisitar momentos da carreira, Bruna também falou no Provoca sobre escrita, afetos e questões sociais. A atriz comentou como experiências intensas influenciaram seu processo criativo ao longo da vida.
"Não é uma dorzinha superficial. Me dói o racismo, me dói a misoginia, me dói a homofobia", afirmou.
Ao final da conversa, a artista ainda refletiu sobre o amor como ferramenta de transformação. "A única coisa que é antídoto é o amor, a compreensão, a escuta, a arte", declarou.