Mais de uma década após a polêmica que marcou sua trajetória na TV, Rafinha Bastos voltou a falar sobre o episódio durante participação no Provoca, exibido pela TV Cultura e comandado por Marcelo Tas. No estúdio, os dois revisitaram a crise que culminou na saída do humorista do CQC, em 2011, após uma declaração envolvendo Wanessa Camargo.
Na época, Wanessa estava grávida de José Marcus e Rafinha fez a frase que gerou ampla repercussão: "comeria ela e o bebê". A fala resultou em suspensão e, posteriormente, em condenação judicial, com pagamento de indenização por danos morais. Relembrando o momento, o humorista afirmou: "Eu estava prestes a ser suspenso, talvez demitido, muito exposto. Naquele momento, eu esperava que meus colegas tivessem, pelo menos, me ajudado, me defendido". Ele mencionou diretamente Tas: "Naquele momento, o Tas, de quem eu tanto gosto, falou: 'a piada só não tem graça'. E era muito mais do que isso naquele momento, para mim [...] eu estava perdendo trabalho".
Troca de argumentos ao vivo
Marcelo Tas respondeu de forma direta, reafirmando sua posição: "Eu continuo achando-a sem graça. [...] Mas não era só isso. Tanto que ela ainda é assunto aqui, por exemplo, e isso só te prejudica". Em seguida, questionou a expectativa do colega: "E sabe por que você quer continuar? Porque é a briga para ter razão. Você estava esperando que eu aparecesse lá com uma capa para te defender?".
Rafinha insistiu que sentiu falta de apoio naquele período delicado. "Eu estava esperando, naquele momento, coleguismo. [...] Porque, quando eu fui suspenso, meus amigos não foram lá brigar por mim", declarou. Tas encerrou a discussão ressaltando a responsabilidade coletiva dentro de um programa: "Eu acho que, quando se atua dentro de um programa, você tem que pensar em todos que estão lá, não apenas em um que levou um tiro aqui". O reencontro expôs feridas antigas e mostrou que o episódio ainda repercute anos depois.