Boxeador morre aos 31 anos após 11 anos em estado vegetativo

Prichard Colón, ex-boxeador que ficou 11 anos em estado vegetativo, morre aos 31

13 ago 2026 - 20h49

A trajetória de Prichard Colón chegou ao fim nesta quinta-feira (13), aos 31 anos, depois de uma década marcada pelas consequências de uma grave lesão sofrida dentro de um ringue. O ex-boxeador porto-riquenho passou 11 anos em estado vegetativo após um combate realizado em 2015, quando tinha apenas 23 anos. Na ocasião, golpes desferidos na parte posterior da cabeça provocaram um hematoma subdural e mudaram completamente a vida do atleta, que até então era considerado uma das promessas do boxe profissional.

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Foto: boxeador morre após sofrer golpes ilegais em luta de 2015 / Mais Novela

O confronto aconteceu contra o norte-americano Terrel Williams. Durante a disputa, Colón recebeu repetidos golpes na nuca, região proibida pelas regras do esporte. Depois dos impactos, o pugilista começou a apresentar tontura e náusea, sinais que levaram à interrupção do combate. Exames identificaram o hematoma subdural, condição caracterizada pelo acúmulo de sangue entre o cérebro e o crânio. O atleta precisou passar por uma cirurgia para reduzir a pressão intracraniana, mas os danos neurológicos permaneceram.

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Família de Prichard Colón acompanha anos de luta

Após o procedimento, Prichard permaneceu em coma durante 221 dias. Quando despertou, não recuperou a autonomia e continuou em estado vegetativo, dependendo dos pais para atividades básicas. Antes do acidente, sua carreira profissional havia começado de forma promissora: em apenas dois anos, ele acumulou 23 vitórias, sendo 13 por nocaute, e sofreu somente uma derrota. A expectativa em torno de seu futuro no esporte foi interrompida de maneira abrupta pelo episódio ocorrido no ringue.

A confirmação da morte foi feita pelo pai do ex-atleta nas redes sociais. Na mensagem, ele lamentou a perda e agradeceu pelo apoio recebido durante os anos de sofrimento. "Bom dia a todos. Lamento informar o falecimento do meu filho Prichard. Ele agora está em um lugar melhor. Obrigado por tantos anos de amor e orações. Na medida do possível, por favor, continuem nos incluindo em suas orações", escreveu. O caso também provocou discussões sobre a segurança dos atletas, já que os golpes na nuca são proibidos no boxe. Apesar disso, Terrel Williams não recebeu uma suspensão prolongada ou outra punição esportiva de grande duração pelo episódio. O pai de Colón passou anos cobrando medidas das autoridades responsáveis pela modalidade.

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