Na noite de sexta-feira (26), na arquibancada do Seattle Field havia um homem que torcia fervorosamente contra os times em campo, Egito e Irã.
O australiano Peter Tatchell não estava ali por ser um apaixonado pela Copa do Mundo, e sim para protestar contra as políticas homofóbicas dos dois países.
Nas mãos, ele segurava um cartaz com mensagem em inglês: ‘Irã e Egito proíbem jogadores de futebol gays. Isso vai contra as regras da FIFA!’
As duas Seleções haviam solicitado à organização do torneio para impedir qualquer símbolo LGBT+ no estádio. Foram ignoradas.
Em postagem no X, Tatchell relatou não ter sofrido agressão dos torcedores nem foi levado preso, o que já ocorreu em outras manifestações. “Nesse aspecto, o mundo está mudando para melhor!”
Aos 74 anos e radicado em Londres, o ativista acumula mais de cinco décadas de luta pela comunidade LGBT+ no Reino Unido.
Ele foi destaque aqui na coluna em maio de 2021, quando a Netflix disponibilizou o documentário ‘Peter Tatchell: Do Ódio ao Amor’, produzido pelo cantor Elton John. (Veja nos destaques.)
Em um momento importante da produção, aquele que já foi xingado de “terrorista homossexual” por suas ações midiáticas vestiu uma camisa da torcida da Seleção Brasileira.
A peça de roupa serviu de disfarce para cruzar Moscou a fim de realizar um ato pró-LGBT+ e contra o presidente russo Vladimir Putin na Copa de 2018.
Conseguiu protestar, mas acabou preso por algumas horas.
Mesmo após inúmeras hostilidades ao longo da militância, incluindo agressões físicas que deixaram sequelas, Peter Tatchell parece incansável em sua batalha pessoal em prol dos LGBT+.