Apresentadora da Globol faz revelação dolorosa sobre a morte da mãe após três anos de silêncio

Silvana Ramiro relembrou o momento em que finalmente conseguiu dizer "eu te amo" à mãe, mas já era tarde demais

8 out 2026 - 17h02
Resumo
A jornalista Silvana Ramiro, apresentadora do Bom Dia Rio, compartilhou um desabafo comovente ao relembrar os três anos da morte da mãe. Ela revelou que só conseguiu dizer "eu te amo" pela primeira vez durante o velório, já diante do caixão, devido à vergonha e à falta de hábito familiar de verbalizar afetos. Ao revisitar essa dolorosa perda, a comunicadora transformou sua experiência íntima em um alerta sobre a importância de não adiar conversas, abraços e demonstrações de carinho a quem amamos.

Silvana Ramiro, apresentadora do Bom Dia Rio, abriu o coração nas redes sociais ao relembrar uma das experiências mais dolorosas de sua vida. Na quarta-feira (7), três anos após a morte da mãe, a jornalista compartilhou um relato emocionante sobre a relação entre as duas e revelou uma situação que carrega até hoje.

Silvana Ramiro e a mãe —
Silvana Ramiro e a mãe —
Foto: Reprodução | Instagram / Contigo

A comunicadora contou que só conseguiu dizer "eu te amo" para a mãe pela primeira vez quando ela já estava dentro de um caixão. Apesar de afirmar que existia muito amor entre as duas, Silvana explicou que demonstrar sentimentos por meio de palavras não era um hábito na família.

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'Eu te amo' só depois da morte

Ao recordar a perda, Silvana revelou que a dificuldade em verbalizar o amor que sentia pela mãe acabou fazendo com que a primeira declaração acontecesse em um momento extremamente doloroso.

"Há três anos, eu dizia 'eu te amo' para a minha mãe pela primeira vez. Ela já estava dentro de um caixão. Eu amava minha mãe. Muito. Mas a gente não era de falar, não era de dizer 'eu te amo', de ficar demonstrando. Eu achava que ela sabia. E acho que sabia. Mas eu queria ter dito. A morte dela me fez pensar muito em tudo o que a gente deixa pra depois porque tem certeza de que vai dar tempo: uma conversa, um abraço, um pedido de perdão. Um 'eu te amo'. E nem sempre dá", escreveu.

A declaração foi publicada pela apresentadora ao marcar os três anos da morte da mãe. O desabafo também serviu como uma reflexão pessoal sobre tudo aquilo que muitas pessoas acabam adiando por acreditar que terão outras oportunidades para conversar, pedir desculpas ou demonstrar carinho.

Relação era marcada por afeto, mas sem declarações

Apesar da proximidade e do amor que existiam entre mãe e filha, Silvana explicou que as duas não tinham o costume de verbalizar sentimentos. Para a jornalista, havia uma espécie de entendimento silencioso entre elas, no qual o carinho era demonstrado de outras maneiras.

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A apresentadora afirmou que acreditava que a mãe sabia o quanto era amada. Ainda assim, depois da perda, percebeu que gostaria de ter encontrado uma maneira de dizer isso enquanto ela ainda estava viva.

O episódio fez com que Silvana passasse a refletir sobre quantas situações são deixadas para depois justamente pela certeza de que haverá tempo para resolvê-las.

Uma conversa que nunca acontece, um abraço que é adiado, um pedido de perdão que permanece engasgado ou até mesmo uma simples declaração de amor podem acabar não acontecendo.

Mãe morreu aos 72 anos

A mãe de Silvana morreu em outubro de 2023, aos 72 anos. A apresentadora só tornou a perda pública no dia 20 daquele mês, "pouco mais de dez dias" após o falecimento.

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Na época, a jornalista explicou que a mãe aparentemente estava saudável, o que tornou a morte ainda mais inesperada para os familiares. A causa do falecimento não foi revelada.

O momento foi especialmente difícil para Silvana, que precisou lidar com o luto enquanto também tentava encontrar palavras para explicar aos seguidores o que havia acontecido.

'Eu sentia vergonha'

A dificuldade de dizer "eu te amo" para a mãe, porém, não foi mencionada pela primeira vez agora. No vídeo em que anunciou a morte da matriarca, Silvana já havia falado sobre o assunto e explicado por que nunca conseguiu fazer a declaração em vida.

"Eu não tinha coragem de falar 'eu te amo' para a minha mãe, porque eu sentia vergonha, porque eu também não ouvia dela, porque ela certamente também não ouvia dos pais dela. Em vários momentos, eu tinha vontade de pegar o telefone e falar 'eu te amo', mas aquilo ficava preso, porque eu sentia vergonha", admitiu.

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O relato mostra que o silêncio entre as duas não necessariamente significava falta de amor. Pelo contrário: Silvana deixou claro que existia um forte vínculo entre elas, mas que a demonstração verbal de afeto não fazia parte da dinâmica familiar.

Uma lembrança que virou aprendizado

Três anos depois da perda, a apresentadora parece enxergar aquele momento sob uma perspectiva diferente. A experiência de perder a mãe fez com que ela passasse a valorizar ainda mais as demonstrações de afeto que podem ser adiadas no dia a dia.

Ao compartilhar a história, Silvana também transformou uma lembrança extremamente íntima em um alerta para outras pessoas: não esperar uma situação definitiva para falar aquilo que realmente sentem.

Para ela, o maior aprendizado deixado pelo luto foi justamente entender que algumas oportunidades não voltam. E que, em determinadas situações, aquilo que parece pequeno — como dizer "eu te amo" — pode ganhar um peso enorme quando já não existe mais a possibilidade de fazê-lo.

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