Acidente fatal com Rick: saiba por que destroços do helicóptero ainda não foram retirados

Mais de uma semana após queda que matou o sertanejo e outras quatro pessoas, condições climáticas e dificuldade de acesso impedem início da operação

30 set 2026 - 16h16
Resumo
Mais de uma semana após a queda do helicóptero que matou o cantor Rick e outras quatro pessoas na Serra Catarinense, os destroços seguem no local. A proprietária da aeronave, JTA Empreendimentos, afirma que o resgate ainda não começou devido ao mau tempo, à logística complexa da região de difícil acesso e à espera de autorizações. Paralelamente, o Cenipa investiga as causas do acidente com apoio da caixa-preta, ressaltando que a aeronave moderna não emitiu alertas nem pegou fogo na queda.

Os destroços do helicóptero que caiu na Serra Catarinense e matou o cantor sertanejo Rick e outras quatro pessoas ainda não foram retirados do local, mais de uma semana após o acidente. Segundo a JTA Empreendimentos e Urbanismo, proprietária da aeronave, em nota, as condições climáticas na região têm impedido o início da operação.

Cantor Rick
Cantor Rick
Foto: Reprodução/Redes sociais / Contigo

De acordo com o Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos), após a conclusão dos trabalhos de investigação no local do acidente, cabe ao proprietário da aeronave providenciar a remoção dos destroços, conforme previsto no Registro Aeronáutico Brasileiro.

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A JTA informou que a operação deverá ser realizada em duas etapas. A primeira prevê a retirada dos dois motores Rolls-Royce do helicóptero Bell 430, de prefixo PP-MGR. Posteriormente, será feita a remoção da própria aeronave.

Até o momento, porém, nenhuma das etapas foi iniciada.

Por que os destroços do helicóptero de Rick ainda não foram retirados?

Segundo a empresa, o local da queda é de difícil acesso, o que exige condições climáticas favoráveis para que os trabalhos possam ser realizados com segurança.

A companhia também informou que ainda aguarda as autorizações necessárias para organizar a operação. A retirada envolve uma logística considerada complexa, especialmente pelas características da região onde os destroços foram encontrados.

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Ainda não há uma data definida para a conclusão do procedimento.

Helicóptero caiu após perder sinal

O acidente aconteceu em 21 de setembro. No helicóptero estavam Rick, da dupla sertaneja com Renner, o empresário Bruno Avelar, o videomaker Paulo Soares, o piloto Antonio Roberto Nobrega de Araujo e o copiloto Leopoldo de Barros Teixeira. Os cinco morreram.

Segundo informações divulgadas pela Força Aérea Brasileira (FAB), a aeronave caiu cerca de um minuto após perder o sinal.

O helicóptero havia decolado de Porto Belo, em Santa Catarina, às 10h30, e tinha previsão de aterrissagem às 11h24.

A aeronave e seus cinco ocupantes foram encontrados apenas na terça-feira (22), depois de uma intensa operação de buscas realizada pelas equipes de resgate.

Causa do acidente com Rick segue sob investigação

As circunstâncias que provocaram a queda do helicóptero ainda não foram totalmente esclarecidas. O Cenipa segue investigando o acidente para determinar a dinâmica e os fatores que podem ter contribuído para a tragédia. A "caixa-preta" do helicóptero foi localizada no dia 23 e passou a integrar os elementos analisados durante a investigação.

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No dia em que os destroços foram encontrados, Heloísa Batista, tenente-coronel do 5º Batalhão do Corpo de Bombeiros de Santa Catarina, chamou atenção para uma característica da aeronave. Segundo ela, em entrevista ao Bastidores CNN, o helicóptero "era muito moderno, mas não emitiu nenhum sinal".

A tenente-coronel explicou que não houve um alerta que indicasse uma possível ocorrência durante o voo. Por se tratar de uma aeronave moderna, inicialmente havia a expectativa de que os ocupantes pudessem ter realizado um pouso forçado.

Heloísa também revelou que não foram encontrados indícios de explosão ou incêndio no local da queda.

"Não houve explosão, não tivemos fumaça, não tivemos fogo", disse Batista.

Enquanto a investigação continua, a retirada dos destroços depende das condições necessárias para que a complexa operação seja realizada na Serra Catarinense.

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