O que aconteceu com Clécio Souto no último domingo (29) não só acendeu um alerta necessário sobre saúde mental, como também jogou luz em um lado do audiovisual que a gente raramente para pra pensar: o desgaste emocional de quem dá voz a personagens densos. E, ironicamente, Clécio atravessa esse momento justo quando um de seus trabalhos mais pesados chega ao streaming: "Peaky Blinders: O Homem Imortal".
Novo filme de 'Peaky Blinders' tem história sombria com lutos
O filme, que já está na Netflix, coloca um ponto final na saga de Thomas Shelby (Cillian Murphy). A trama joga o protagonista no meio da Segunda Guerra Mundial, em um cenário muito mais sombrio do que o da série, cheio de luto e acertos de contas.
Diferente da pegada de "ação pura" que alguns episódios da série tinham, o longa escrito por Steven Knight é introspectivo. A história foca em um Tommy Shelby exilado, que precisa voltar ao jogo para encarar uma conspiração nazista que ameaça sua família e a economia britânica.
Mas a grande questão aqui não são os tiros ou as estratégias, e sim o cansaço. O poder do personagem agora aparece no silêncio, no desgaste e naquela frieza que já não é mais a mesma...
Clécio se entrega de corpo e alma na dublagem
É aí que o trabalho do Clécio Souto se torna o pilar da versão brasileira! A atuação do Cillian Murphy nesse filme exige um equilíbrio muito fino entre o controle total e o colapso emocional.
Na dublagem, o Clécio seguiu esse caminho: é uma interpretação contida, densa. O peso es...
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