Um dos compositores mais bem-sucedidos da história da música, Paul McCartney tem letras atemporais. Ao contrário de muitos compositores conhecidos por letras repletas de simbolismos e referências complexas, o multi-instrumentista de 84 anos sempre preferiu falar de forma simples, mas extremamente memorável, sobre sentimentos universais.
De "Yesterday" (1965), que relembra com saudade aquilo que ficou para trás, passando por "Hey Jude" (1968), um hino universal sobre encontrar forças para seguir em frente e chegando a "Let It Be" (1970), um ensinamento sobre aceitar aquilo que está fora do nosso controle, suas canções sempre refletem sobre sentimentos, medos e esperanças fáceis de se identificar.
Muito além das letras dos Beatles
Acontece que Paul McCartney não expressou toda sua genialidade apenas em letras musicadas. O cantor britânico, condecorado cavaleiro pela Rainha Elizabeth II em 1997, já se aventurou também pelo campo da literatura, tendo publicado livros de memórias, fotografia, literatura infantil e até poesia.
Publicar poemas, inclusive, era, segundo o próprio McCartney, um desejo que tinha desde a adolescência e que só realizou em 2001, quando lançou "Blackbird Singing", uma coletânea de poemas, letras de músicas e pequenos textos especialmente querida pelos fãs.
Além das letras de 52 canções escritas pelo compositor entre 1965 e 1999, o livro conta com 45 poemas inéditos que revelam um lado menos conhecido do músico, mas dialogam com os mesmos sentimentos e emoções pr...
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