Em participação no podcast "É Noia Minha?", Bruna Marquezine refletiu sobre o desafio de dissociar sua identidade da carreira, iniciada ainda na infância. A atriz revelou que, pela primeira vez, consegue delimitar o trabalho ao seu devido espaço e valorizar quem ela é fora das telas, alertando que a falta de autoconhecimento além da profissão pode levar a pessoa a sucumbir. A psicóloga Daisy Cangussú destaca que essa forte dependência da validação profissional não é exclusiva dos famosos.
Bruna Marquezine cresceu diante das câmeras e sob o olhar do público. Conhecida ainda menina como a Salete de "Mulheres Apaixonadas", a atriz construiu uma trajetória em que a profissão esteve presente desde muito cedo.
Entender quem era fora desse universo, porém, exigiu uma descoberta pessoal.
No podcast "É Noia Minha?", apresentado por Camila Fremder, Bruna falou sobre essa mudança.
"Pela primeira vez, na minha vida agora, o trabalho ocupa o lugar do trabalho. E a minha vida e quem eu sou sem o trabalho, me interessa tanto quanto."
Ao participar do podcast para divulgar a segunda temporada de "Amor da Minha Vida", Bruna também relacionou os desafios de Bia, sua personagem na série, à própria trajetória.
Desse encontro entre ficção e experiência pessoal surgiu uma reflexão mais ampla:
"Enquanto você não entende a sua identidade, não se conhece o suficiente e entende quem você é sem o trabalho, é muito difícil você não sucumbir".
Quando a carreira passa a definir quem somos
Ao recordar a continuidade do trabalho desde a infância, Bruna explicou como sua percepção de si mesma ficou por muito tempo ligada à profissão.
"Eu não parei depois. Então, a minha relação com o meu trabalho é identitária. Se está tudo bem com o trabalho, está tudo bem comigo. Se eu não estou trabalhando, eu não existo."
Embora a experiência da atriz tenha particularidades, essa associação também aparece longe da fama.
Segundo a psicóloga Daisy Cangussú, fundadora da Wapiya, o trabalho pode oferecer reconhecime...
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