Durante toda a sua vida, o sociólogo e filósofo Zygmunt Bauman dedicou-se a fazer algo que, para muita gente, é difícil: pensar.
De suas reflexões nasceram grandes obras que mudaram a nossa forma de enxergar o amor (como "Amor Líquido"), a maneira como vemos a vida (com "Vida Líquida") e até a forma como interpretamos alguns clássicos, como o filósofo estoico Marco Aurélio.
Em "A Arte da Vida", Bauman atualiza as reflexões do pensamento clássico para a nossa época contemporânea.
No livro, o filósofo afirma que "Marco Aurélio considera o caráter pessoal e a consciência como o último refúgio daqueles que buscam a felicidade: o único lugar onde os sonhos de felicidade, condenados a morrer sem herdeiros e sem testamento em qualquer outro lugar, não estão destinados à frustração". Mas o que isso significa?
O que Bauman quis dizer com essa reflexão?
A citação completa nos permite perceber como o pensamento clássico pode nos ajudar a refletir sobre a felicidade nos dias de hoje, mesmo vivendo em um contexto completamente diferente daquele experimentado pelos estoicos.
Hoje, as condições sociais e econômicas são fluidas e incertas — aquilo que Bauman chamava de modernidade líquida —, mas a felicidade continua escondida no mesmo lugar de mais de 2 mil anos atrás, quando Marco Aurélio falava sobre ela.
Independentemente do mundo em que vivamos, Bauman e Marco Aurélio defendiam que a fonte mais estável da felicidade é a nossa própria integridade interior, e não as condições externas, por mais ...
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