Filha de Robin Williams detona vídeo de IA feito com imagem do pai: 'Tenha vergonha na cara'

Robin Williams, vencedor do Oscar por 'Gênio Indomável' (1997), morreu em 11 de agosto de 2014, aos 63 anos; nos últimos anos, fãs têm usado IA para recriar sua voz e imagem

22 set 2026 - 16h13
Resumo
Zelda Williams, filha do falecido ator Robin Williams, repudiou publicamente um vídeo falso gerado por inteligência artificial que mostrava seu pai promovendo teorias da conspiração. Classificando a recriação como tosca e robótica, ela exigiu respeito à memória do artista e criticou os criadores por usarem a imagem de um homem morto como fantoche para manipular o público. Zelda também atacou a rede social X pela proliferação de bots e desinformação, pedindo o fim dessas práticas.

A diretora e atriz Zelda Williams (Lisa Frankenstein), filha de Robin Williams (Patch Adams: O Amor é Contagioso), que faleceu em 2014, voltou a criticar os vídeos gerados por inteligência artificial com imagens de seu pai que circulam nas redes sociais. Nesta segunda, 21, ela detonou um vídeo falso do ator.

Robin Williams
Robin Williams
Foto: Kevin Winter/Getty Images / Rolling Stone Brasil

"Aquele suposto 'vídeo privado' do meu pai falando sobre teorias da conspiração, que me mostraram, é claramente obra de IA — e uma IA nem um pouco convincente", afirmou Zelda (via Omelete). "Qualquer fã que acredite naquilo claramente assistia aos filmes dele no mudo, porque aquela voz é robótica e horrível".

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Em seguida, ela criticou as pessoas por trás das invenções. "Dito isso, foi um humano que fez um robô criar aquilo, e a essa pessoa eu digo: deixe [meu pai] fora das suas baboseiras delirantes e deixe-o descansar. Se você não consegue defender seu ponto de vista sem usar um homem morto para torná-lo mais convincente, então me diga: quem é que está manipulando o público através da mídia agora?"

Zelda concluiu a publicação criticando a plataforma do X e o excesso de bots que interagem na plataforma, utilizados para disseminar notícias falsas, manipulam conversas em massa, criar engajamento artificial ou spam.

"Eu odeio esse antro de aplicativo. A essa altura, é basicamente feito de bots e de pessoas que se deixam enganar por eles de bom grado; por isso, não sei bem por que sinto necessidade de voltar aqui para esclarecer as coisas, mas eu o amo, então vou fazer isso", escreveu. "Só porque ele se foi, não significa que agora ele seja o seu fantoche. Tenha um pouco de vergonha na cara".

Robin Williams, vencedor do Oscar por Gênio Indomável (1997), morreu em 11 de agosto de 2014, aos 63 anos, por asfixia em sua residência na Califórnia. O caso foi concluído oficialmente como suicídio. Desde então, fãs têm usado ferramentas de IA para recriar sua voz e imagem, especialmente em vídeos nas redes sociais.

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Esta não é a primeira vez que Zelda aborda o tema: em outubro de 2025,  ela fez uma série de posts nos stories do Instagram classificando as recriações digitais como "nojentas", "um desperdício de tempo" e algo que "jamais representaria o que ele gostaria".

Parem de acreditar que eu quero ver isso ou que vou entender — não quero e não vou", escreveu na época. "Se você está tentando me provocar, já vi coisa pior e só vou restringir e seguir em frente. Mas, se tiver um mínimo de decência, pare de fazer isso com ele, comigo e com todo mundo."

Rolling Stone Brasil
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