A fronteira entre a vida real e a online vem se tornando cada vez mais tênue, alimentando debates entre especialistas nos últimos anos.
Além de investigar os novos tipos de relação entre as pessoas e a internet - especialmente entre os mais jovens, que já crescem conectados às telas desde cedo -, pesquisadores também buscam compreender os possíveis impactos negativos dessa imersão tecnológica na vida cotidiana.
O que diz o Relatório Mundial da Felicidade de 2026
O Relatório Mundial da Felicidade de 2026 trouxe muitas dessas questões para o centro da discussão. Divulgado em 20 de março de 2026, data em que é celebrado o Dia Internacional da Felicidade, o estudo anual é considerado uma das principais referências globais sobre bem-estar subjetivo.
Produzido pelo Wellbeing Research Centre, da Universidade de Oxford, em parceria com a Gallup e a Rede de Soluções para o Desenvolvimento Sustentável da ONU, o relatório reuniu dados de entrevistados de mais de 140 países para analisar como eles avaliam a própria vida e identificar os fatores mais associados ao bem-estar na era digital.
O impacto invisível dos hábitos digitais coletivos
Embora a Finlândia tenha liderado o ranking dos países mais felizes do mundo pelo nono ano consecutivo, o relatório apresentou algumas conclusões inéditas.
Uma delas é que os jovens da América do Norte e da Europa Ocidental estão significativamente menos felizes do que há cerca de 15 anos e que o crescimento do uso das redes sociais coincide com essa queda de ...
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