Roger Allers, cineasta da Disney e codiretor de O Rei Leão (1994), morreu aos 76 anos. A notícia foi confirmada no último domingo (18) por Dave Bossert, supervisor de efeitos visuais e colega de longa data do diretor no estúdio, que o descreveu como "um artista extraordinariamente talentoso" e "um verdadeiro pilar do renascimento da animação da Disney".
"Trabalhei com Roger em vários filmes do fim dos anos 1980 e ao longo dos anos 1990. Ele foi, sem dúvida, uma das pessoas mais gentis com quem já trabalhei", escreveu Bossert nas redes sociais. Segundo ele, mesmo após o enorme sucesso de O Rei Leão, Allers manteve "um senso de encantamento, generosidade e entusiasmo que elevava todos ao redor".
Dirigido por Allers ao lado de Rob Minkoff, O Rei Leão é considerado um dos maiores clássicos da história da Disney. Lançado em 1994, o filme arrecadou US$ 771 milhões em sua estreia original nos cinemas. Já o remake em live-action, lançado em 2019, superou US$ 1,6 bilhão em bilheteria mundial, tornando-se um dos filmes mais lucrativos de todos os tempos.
O CEO da Disney, Bob Iger, também prestou homenagem ao cineasta. Em comunicado, afirmou que Allers foi "um visionário criativo cujas contribuições para a Disney viverão por gerações". "Ele entendia o poder de uma grande história — como personagens inesquecíveis, emoção e música podem se unir para criar algo atemporal", declarou.
Apaixonado por animação desde a infância, Allers se encantou pelo cinema ainda aos cinco anos, após assistir a Peter Pan. Ele iniciou sua carreira na Disney trabalhando nos storyboards de Tron (1982) e, ao longo da década seguinte, colaborou em títulos marcantes como Oliver & Company, A Pequena Sereia e Bernardo e Bianca na Terra dos Cangurus. Nos anos 1990, tornou-se chefe de história em produções como A Bela e a Fera e Aladdin.
Além de O Rei Leão, Allers também dirigiu O Bicho Vai Pegar (2006) e o curta-metragem The Little Matchgirl, indicado ao Oscar. Sobre esse trabalho, Bossert relembrou: "Foi uma alegria absoluta trabalhar com ele. Roger tinha um espírito luminoso e o mundo fica mais escuro sem sua presença".
Fonte: NME