Ridley Scott rebateu com bom humor a declaração de Quentin Tarantino, que elegeu "Falcão Negro em Perigo" (2001) como o melhor filme do século XXI. Ao The Times, Scott ironizou a escolha e afirmou não concordar que seu longa de guerra mereça o topo do ranking, apesar de expressar carinho pela amizade que o colega mantinha com seu falecido irmão, Tony Scott. Vencedora de dois Oscars, a obra de 2001 superou produções consagradas na lista pessoal de Tarantino.
Ridley Scott (Blade Runner) não parece concordar com Quentin Tarantino (Pulp Fiction) sobre qual é o melhor filme do século XXI. O diretor de Falcão Negro em Perigo reagiu à escolha feita pelo colega de profissão, que colocou o longa de guerra de 2001 no primeiro lugar de sua lista pessoal de melhores filmes produzidos desde o início dos anos 2000.
Em entrevista ao The Times antes do lançamento de seu novo filme, Ponto Sem Retorno, Scott foi questionado sobre a opinião de Tarantino. A resposta veio em tom de brincadeira. "Eu me pergunto o que ele estava usando, porque, seja o que for, eu quero um pouco", ironizou o diretor. Quando perguntado diretamente se concordava com a avaliação de Tarantino, Scott foi ainda mais objetivo: "Não!".
A declaração de Tarantino aconteceu em uma discussão sobre seus filmes favoritos do século 21 em um podcast no ano passado. Na seleção do diretor, Falcão Negro em Perigo ficou à frente de obras como Toy Story 3, Encontros e Desencontros e Sangue Negro.
Lançado em 2001, Falcão Negro em Perigo retrata a tentativa de resgate de soldados após dois helicópteros Black Hawk serem abatidos durante a Batalha de Mogadíscio, na Somália, em 1993. O filme contou com nomes como Josh Hartnett, Ewan McGregor e Tom Hardy, em seu primeiro papel no cinema.
O longa foi um sucesso comercial e recebeu quatro indicações ao Oscar, vencendo nas categorias de Melhor Montagem e Melhor Som.
Apesar da discordância, Scott demonstrou carinho pela relação entre Tarantino e seu irmão, o também diretor Tony Scott, que morreu em 2012. Os dois trabalharam juntos em Maré Vermelha e Amor à Queima-Roupa. "Tony adorava Quentin e, acho que, Quentin adorava Tony", afirmou Ridley.
A opinião de Scott sobre o cinema contemporâneo também não costuma ser das mais otimistas. No ano passado, durante uma conversa no BFI Southbank, o cineasta afirmou que considera os filmes atuais marcados pela "mediocridade". O diretor chegou a dizer que começou a rever seus próprios filmes — e descobriu que eles continuam bons.
"É uma coisa horrível, mas comecei a assistir aos meus próprios filmes e, na verdade, eles são muito bons! E também não envelhecem", brincou.
Fonte: NME