Há cinco anos, quando soubemos que a Warner e a DC estariam expandindo seu malfadado - e agora reinventado - universo cinematográfico, incorporando o Besouro Azul ao seu catálogo de super-heróis, muitos de nós duvidaram do potencial do projeto. Porém, quando o estúdio anunciou que a aventura do guardião de Palmera City, que tinha lançamento previsto na HBO Max, acabaria chegando aos cinemas, as expectativas mudaram um pouco.
O salto do streaming para a telona gerou esperança para uma produção que, no final, acabou oferecendo muito mais do que o esperado. E Besouro Azul se destacou por seus próprios méritos como um dos grandes filmes de super-heróis de 2023, ao lado de sucessos de bilheteria como Guardiões da Galáxia Vol. 3, Homem-Aranha: Através do Aranhaverso e As Tartarugas Ninja: Caos Mutante.
Os segredos para o sucesso do longa-metragem nada mais são do que, por um lado, o bom trabalho do diretor Angel Manuel Soto em termos de planejamento e encenação, ao qual se somam alguns efeitos visuais excepcionalmente solventes e uma direção de fotografia bem acima da média - cortesia de Pawel Pogorzelski, que continua a afirmar-se como um dos grandes DOPs do momento.
Mas nem tudo nessa vida é uma questão de forma, e se essa obra da DC conseguiu roubar os corações de mais de um de nós, foi por causa de seu tom leve e autoconsciente, e seu equilíbr…