'Jovens Mães', novo filme dos irmãos Dardenne, estreia nos cinemas brasileiros

Premiado em Cannes como Melhor Roteiro do Júri Ecumênico, o longa retrata cinco jovens entre a maternidade e a sobrevivência

1 jan 2026 - 13h15

Jovens Mães, novo filme dos irmãos Jean-Pierre e Luc Dardenne (Dois Dias, Uma Noite), chega aos cinemas brasileiros a partir desta quinta-feira, 1º de janeiro, nas seguintes cidades: São Paulo, São José dos Campos, Ribeirão Preto, Belo Horizonte, Poços de Caldas, Niterói, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Curitiba, Florianópolis, Brasília, Vitória, Maceió, Salvador, Natal, Teresina e Recife.

'Jovens Mães', novo filme dos irmãos Dardenne, estreia nos cinemas brasileiros (Divulgação/Vitrine Filmes)
'Jovens Mães', novo filme dos irmãos Dardenne, estreia nos cinemas brasileiros (Divulgação/Vitrine Filmes)
Foto: Rolling Stone Brasil

Ao longo de quase 50 anos, os irmãos Dardenne construíram uma carreira inteira com foco nas questões pessoais — e no humano. Acompanharam imigrantes, refugiados, a classe trabalhadora, as comunidades excluídas e dedicaram boa parte de sua filmografia aos dramas dos adolescentes, o que lhes rendeu duas Palmas de Ouro, além do prêmio de melhor roteiro no Festival de Cannes pelo júri ecumênico deste ano com seu novo filme.

Publicidade

Do que se trata?

Em Jovens Mães, Jean-Pierre e Luc Dardenne (Dois Dias, Uma Noite) transformam um abrigo para mães adolescentes em um espaço de encontros, tensões e reconstrução. Com estilo realista e tom profundamente humano, a obra retrata a vida de cinco adolescentes grávidas que vivem juntas em um abrigo para mães na região de Liège, na Bélgica. Entre conflitos familiares, carências afetivas e o peso da sobrevivência, elas aprendem a construir, em meio à precariedade, gestos de cuidado e solidariedade.

Filmado em locações reais, com luz natural e elenco de estreantes, o longa reafirma a poética dos Dardenne: um retrato coletivo de resistência, no qual o ato de cuidar de um filho se confunde com a tentativa de reconstruir a própria identidade. "Queríamos filmar essas jovens não como personagens, mas como pessoas — vivas, únicas, resistindo a serem enquadradas", afirmaram os cineastas no Festival de Cannes.

Rolling Stone Brasil
Fique por dentro das principais notícias de Entretenimento
Ativar notificações