Os eventos polêmicos que sucederam o processo milionário movido por Blake Lively contra Justin Baldoni são muitos. Recentemente, a atriz e modelo Jameela Jamil (The Good Place) foi extremamente criticada nas redes sociais por chamar a estrela de É Assim Que Acaba de "vilã" — mas, apesar da repercussão negativa, ela se recusa a voltar atrás.
Desde 2024, Lively está processando o diretor e colega de elenco, Baldoni, por assédio sexual. O ator negou as acusações e devolveu um processo contra Lively, seu marido Ryan Reynolds e a assessora de imprensa Leslie Sloane, alegando que Lively o estaria extorquindo, mas ele foi arquivado em junho de 2025. A atriz, por sua vez, afirmou ter sofrido danos de US$ 161 milhões devido à campanha difamatória em torno de É Assim Que Acaba.
Com o julgamento agendado para maio de 2026, novas informações vieram à tona. Documentos judiciais revelaram uma série caótica de conexões: mensagens de texto supostamente trocadas entre Lively e Taylor Swift, e-mails enviados para Ben Affleck, recados de executivos da Sony Pictures e declarações de suas colegas de elenco, Jenny Slate e Isabela Ferrer.
Nos registros, também constaria uma conversa de agosto de 2024, entre Jamil e sua assessora de imprensa, Jennifer Abel, que representou Baldoni na disputa. Ambas comentavam sobre um vídeo do TikTok que criticava a abordagem adotada por Lively na turnê de imprensa de É Assim Que Acaba. Segundo o vídeo, a atriz não estaria adotando uma postura séria o suficiente — levando em conta os tópicos sensíveis que o filme retrata, como violência doméstica e abuso emocional.
Jamil escreveu sobre Lively: "Ela é uma terrorista suicida neste momento", e acrescentou: "Nunca vi uma vilã agir de forma tão bizarra". As mensagens foram enviadas quatro meses antes de Lively processar Baldoni.
A atriz foi muito criticada por seu comentário, e inclusive considerada "anti-feminista". Entretanto, na última quinta-feira, 22, Jamil reiterou sua opinião. Em um vídeo nos stories do Instagram, ela afirmou que é possível ser feminista e, ainda assim, ter diferenças pessoais com outras mulheres.
"Pessoal, feminismo significa lutar pela igualdade política, social e econômica para as mulheres. Simplesmente igualdade de gênero. Não significa que você precisa gostar de todas as mulheres. Não significa que você precisa ser amiga de todas as mulheres", disse Jamil, reconhecida por seu ativismo social (via NME). "Significa que você pode, sim, ter desavenças com outras mulheres. Você pode criticá-las. Você pode fazer o que quiser, contanto que também esteja lutando pelo direito humano delas às mesmas coisas que os homens têm neste mundo".
Ela acrescentou: "É só isso que o feminismo é. É uma posição moral e política. Não é uma festa do pijama onde trançamos os pelos pubianos umas das outras, ok? Então, se você está lutando pelos direitos das mulheres, mas não se dá bem com todas elas, isso não faz de você uma má feminista."
Em outro vídeo, publicado no dia seguinte, a atriz abordou seus comentários sobre Lively. Ela reforçou que as mensagens de texto foram enviadas antes que ela tivesse conhecimento do processo judicial.
"Acho muito estranho que minhas mensagens de texto privadas de 18 meses atrás tenham sido divulgadas repentinamente agora, e que meu nome tenha sido deliberadamente revelado para me causar o máximo de problemas possível, mesmo que essas mensagens não tenham nada a ver com o caso", disse (via Independent).
"Eu não fazia ideia de nada disso, eu estava apenas desabafando com minha amiga sobre como eu me sentia em relação ao lançamento daquele filme horrível", confessou. Jamil afirmou que a campanha de imprensa do filme realmente a desagradou, pois ela já foi vítima desse tipo de violência.
"Isso me ofendeu. Eu escolhi me juntar ao coro publicamente? Não… Eu sei, por experiência própria, como é estar na linha de frente como mulher na mídia. Então, levei o assunto para o grupo de bate-papo", continuou. "Conversei sobre isso com minha amiga, que por acaso está sendo muito maltratada por algumas celebridades muito poderosas e ricas, algumas das quais estão envolvidas."
Segundo a atriz, a fofoca é um "crime sem vítimas" porque "ninguém deveria ver essas mensagens de texto". "O fato de eu ter sido arrastada para isso parece incrivelmente sinistro, o fato de meu nome não ter sido ocultado, tudo pareceu muito direcionado e muito estranho, e uma tentativa de me incriminar".
Jamil se recusou a comentar sobre o processo em si e acrescentou que está mais preocupada com a situação política de lugares como Palestina, Sudão, Congo, Reino Unido e Estados Unidos. "Estamos todos fartos de ouvir falar desse filme chato, ele recebeu mais atenção da imprensa do que todos os genocídios juntos", encerrou.