'Supergirl' faz homenagem a ilustradora brasileira da HQ que inspirou o filme; entenda

Longa estreia nesta quinta-feira, 25, e tem easter egg em referência à quadrinista Bilquis Evely

24 jun 2026 - 13h14
Evely Bilquis ilustrou a HQ 'Supergirl: A Mulher do Amanhã', que inspira o filme
Evely Bilquis ilustrou a HQ 'Supergirl: A Mulher do Amanhã', que inspira o filme
Foto: Reprodução/bilquis/Instagram

O aguardado filme Supergirl chega aos cinemas nesta quinta-feira, 25, e os brasileiros terão mais um motivo, além da Seleção na Copa do Mundo, para sentir orgulho. O longa é inspirado na HQ Supergirl: A Mulher do Amanhã, ilustrada pela brasileira Bilquis Evely e escrita por Tom King.

Bilquis ganhou um easter egg no filme dirigido por Craig Gillespie (Cruella) e acabou virando o nome de um planeta visitado pela super-heroína, interpretada por Milly Alcock, estrela de Casa do Dragão.

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“Quando eu era adolescente, via os quadrinhos da Supergirl nas lojas. Foi amor à primeira vista [...] Quando vi todos aqueles mundos, pensei: ‘Uau, é a combinação perfeita’", disse Evely sobre ver seus visuais adaptados para o cinema, em vídeo publicado nas redes sociais da Warner Bros Brasil.

O que achamos de Supergirl?

O Terra já conferiu a produção do DC Studios, que dá continuidade à história da super-heroína depois de uma breve introdução em Superman, no novo universo criado por James Gunn (Guardiões da Galáxia). Nesta adaptação, acompanhamos Kara Zor-El em uma jornada de vingança ao lado de Ruthye (Eve Ridley) para derrotar o vilão Krem (Matthias Schoenaerts) e salvar Krypto, o supercão.

Milly Alcock, estrela de Casa do Dragão, vive a prima do Superman na produção
Foto: Divulgação/Warner Bros

O destaque fica para Milly Alcock que dá à Kara o tom perfeito da mistura de rebeldia e sensibilidade, em parceria com Krypto - que rouba a cena logo nos primeiros minutos de filme. Se ainda havia dúvidas, Alcock mostra aqui que é uma atriz versátil, capaz de manter o filme de pé mesmo quando a trama perde a força. Jason Momoa também completa o elenco como o caçador intergaláctico Lobo, responsável por parte do alívio cômico com o humor duvidoso do personagem.

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A produção é uma boa diversão, mas por vir logo após um Superman cheio de alma e personalidade, fica a sensação de que Supergirl poderia ter uma direção mais autoral. Enquanto em Superman a câmera parece uma extensão da instabilidade vivida por Clark Kent, com soluções inventivas, aqui o olhar não acompanha a personalidade irreverente e descolada de Kara, se mantendo com os pés no chão.

Krypto volta a roubar a cena no longa ao lado da Supergirl
Foto: Reprodução/Warner Bros/Youtube

Apesar disso, o filme cria imagens significativas quando faz Kara dar um grito que não pode ser ouvido no vazio do espaço e lutar com toda força e ferocidade para proteger Ruthye, uma adolescente desamparada em um planeta marcado por perigos conhecidos das mulheres, representados por mercenários que sequestram jovens para perpetuar suas linhagens.

A narrativa constrói a rede de apoio feminina como uma forma de sobrevivência para as personagens. O longa não se apresenta como uma produção genial e, em alguns momentos, até se torna repetitivo. Mas é bem-sucedido ao se posicionar como opção para quem está cansado de ver apenas o Superman salvar o dia, porque talvez não exista nada mais confortante para uma mulher do que outra mulher superpoderosa dizendo: “Eu cuido de você”.

Fonte: Portal Terra
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