Os 100 melhores filmes brasileiros da história, segundo o jornal O Globo

Lista é fruto de votação feita por 185 profissionais de cinema do país, entre diretores, roteiristas, atores, produtores, compositores, fotógrafos e críticos

22 jun 2026 - 13h25
(atualizado às 13h37)

Após passar por provações na última década, o cinema brasileiro está em um momento de popularidade elevada, graças ao sucesso de obras nacionais no Oscar. Entretanto, a trajetória da sétima arte no país vai além do passado recente. Uma lista com os melhores filmes brasileiros da história reforça isso.

Filme 'Central do Brasil'
Filme 'Central do Brasil'
Foto: Divulgação / Rolling Stone Brasil

O jornal O Globo convidou 185 profissionais de cinema - dentre eles diretores, roteiristas, atores, produtores, compositores, fotógrafos e críticos - para selecionar os 100 melhores filmes brasileiros da história. Os sucessos mais recentes do audiovisual nacional no Oscar, Ainda Estou Aqui (2024) e O Agente Secreto (2025), não conseguiram chegar ao topo do ranking. Terminaram na 13ª e 23ª posição, respectivamente.

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Entre os votantes estão os diretores Kleber Mendonça Filho, Walter Salles, Anna Muylaert, Bruno Barreto e Carla Camurati, bem como os atores Selton Mello, Marcos Palmeira, Valentina Herszage, Matheus Nachtergaele e Fabíula Nascimento.

Top 5

Em 5º lugar ficou Vidas Secas (1963), de Nelson Pereira dos Santos. O filme, um marco do Cinema Novo - movimento dos anos 1960 que introduziu elementos de neorrealismo italiano e nouvelle vague ao cinema nacional -, adapta o romance clássico de Graciliano Ramos sobre uma família pobre no sertão nordestino. O longa fez parte da competição oficial do Festival de Cannes em 1964.

https://www.youtube.com/watch?v=ENcTNLbGCSE&pp=ygURVmlkYXMgU2VjYXMgKDE5NjM%3D

O filme que alcançou a 4ª posição foi Cabra Marcado para Morrer (1984), de Eduardo Coutinho. O longa conta uma narrativa semidocumental sobre a vida de João Pedro Teixeira, um líder camponês da Paraíba que foi assassinado em 1962. As filmagens começaram na década de 1960, mas acabaram interrompidas pela ditadura militar, com parte da equipe presa sob acusações de comunismo. Coutinho retomou o trabalho 17 anos depois, fazendo entrevistas com quem participou das gravações originais e a família do morto, até então escondida.

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https://www.youtube.com/watch?v=VW-q2ZYDE9k&pp=ygUfQ2FicmEgTWFyY2FkbyBwYXJhIE1vcnJlciAoMTk4NA%3D%3D

Cidade de Deus (2002), talvez o filme brasileiro mais famoso no exterior, ficou em 3º lugar. Dirigido por Fernando Meirelles e Kátia Lund, é um épico sobre as vidas dos moradores da comunidade que dá nome ao longa, mostrando o preconceito sofrido pelos moradores no resto da cidade e o aumento da violência local.

https://www.youtube.com/watch?v=fZJUKixyeXM&pp=ygUcQ2lkYWRlIGRlIERldXMgKDIwMDIgdHJhaWxlcg%3D%3D

A segunda posição ficou com Deus e o Diabo na Terra do Sol (1964), considerado por muitos a obra-prima de Glauber Rocha e outro marco do Cinema Novo. O filme segue um vaqueiro chamado Manoel (Geraldo Del Rey), que mata um coronel e foge pelo sertão, encontrando seitas religiosas e cangaceiros no caminho.

https://www.youtube.com/watch?v=QEsoB05RjGs&pp=ygUsRGV1cyBlIG8gRGlhYm8gbmEgVGVycmEgZG8gU29sICgxOTY0IHRyYWlsZXI%3D

Ao final, o eleito campeão entre os melhores filmes brasileiros da história foi Central do Brasil (1998), dirigido por Walter Salles. O longa, que conta a história de uma professora (interpretada por Fernanda Montenegro) auxiliando um garoto a encontrar seu pai no Nordeste, foi indicado ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro em 1999, perdendo para A Vida É Bela (1997), de Roberto Benigni.

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Os melhores filmes brasileiros da história

Confira abaixo a lista completa de melhores filmes brasileiros da história, segundo O Globo, com os nomes de seus respectivos diretores:

100. Temporada, de André Novais Oliveira

99. A festa da menina morta, de Matheus Nachtergaele

98. Justiça, de Maria Augusta Ramos

97. Elena, de Petra Costa

96. Anjos do Arrabalde, de Carlos Reichenbach

95. A rainha diaba, de Antonio Carlos da Fontoura

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94. Os saltimbancos trapalhões, de J. B. Tanko

93. Cabaret mineiro, de Carlos Prates Correa

92. Carvão, de Carolina Markowicz

91. O homem que virou suco, de João Batista de Andrade

90. Chuvas de verão, de Cacá Diegues

89. Era o Hotel Cambridge, de Eliane Caffé

88. Ganga bruta, de Humberto Mauro

87. Filme de amor, de Júlio Bressane

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86. A hora e vez de Augusto Matraga, de Roberto Santos

85. Notícias de uma guerra particular, de João Moreira Salles e Kátia Lund

84. Mato seco em chamas, de Adirley Queirós e Joana Pimenta

83. Sem essa, aranha, de Rogério Sganzerla

82. Inferninho, de Pedro Diógenes e Guto Parente

81. Oeste outra vez, de Erico Rassi

80. O cangaceiro, de Lima Barreto

79. As boas maneiras, de Marco Dutra e Juliana Rojas

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78. A marvada carne, de André Klotzel

77. Cidade Baixa, de Sergio Machado

76. Ônibus 174, de José Padilha

75. O menino e mundo, de Alê Abreu

74. A falecida, de Leon Hirszman

73. Que bom te ver viva, de Lúcia Murat

72. Saneamento básico, o filme, de Jorge Furtado

71. A lira do delírio, de Walter Lima Júnior

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70. Bang bang, de Andrea Tonacci

69. Tudo bem, de Arnaldo Jabor

68. Malu, de Pedro Freire

67. Noite vazia, de Walter Hugo Khouri

66. Alma no olho, de Zózimo Bulbul

65. Dragão da maldade contra o santo guerreiro, de Glauber Rocha

64. O homem do Sputnik, de Carlos Manga

63. Arábia, de Affonso Uchoa e João Dumans

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62. Tatuagem, de Hilton Lacerda

61. Toda nudez será castigada, de Arnaldo Jabor

60. Alma corsária, de Carlos Reichenbach

59. Viajo porque preciso, volto porque te amo, de Marcelo Gomes e Karim Aïnouz

58. O lobo atrás da porta, de Fernando Coimbra

57. O invasor, de Beto Brant

56. A vida invisível, de Karim Aïnouz

55. Carandiru, de Héctor Babenco

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54. Estômago, de Marcos Jorge

53. Amor maldito, de Adélia Sampaio

52. À meia-noite levarei sua alma, de José Mojica Marins

51. Rio, Zona Norte, de Nelson Pereira dos Santos

50. Boi Neon, de Gabriel Mascaro

49. Branco sai, preto fica, de Adirley Queirós

48. Carlota Joaquina, princesa do Brazil, de Carla Camurati

47. Lavoura arcaica, de Luiz Fernando Carvalho

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46. O padre e a moça, de Joaquim Pedro de Andrade

45. Todas as mulheres do mundo, de Domingos Oliveira

44. Memórias do cárcere, de Nelson Pereira dos Santos

43. Assalto ao trem pagador, de Roberto Farias

42. Tropa de elite, de José Padilha

41. Baile perfumado, de Paulo Caldas e Lírio Ferreira

40. Manas, de Marianna Brennand Fortes

39. São Bernardo, de Leon Hirszman

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38. Mar de rosas, de Ana Carolina

37. Serras da desordem, de Andrea Tonacci

36. O céu de Suely, de Karim Aïnouz

35. Bacurau, de Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles

34. Rio, 40 graus, de Nelson Pereira dos Santos

33. Os fuzis, de Ruy Guerra

32. Marte um, de Gabriel Martins

31. Dona Flor e seus dois maridos, de Bruno Barreto

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30. O auto da compadecida, de Guel Arraes

29. Amarelo Manga, de Cláudio Assis

28. Bicho de sete cabeças, de Laís Bodanzky

27. Cinema, aspirinas e urubus, de Marcelo Gomes

26. Terra estrangeira, de Daniela Thomas e Walter Salles

25. Jogo de cena, de Eduardo Coutinho

24. Santiago, de João Moreira Salles

23. O agente secreto, de Kleber Mendonça Filho

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22. Ilha das flores, de Jorge Furtado

21. Iracema, uma transa amazônica, de Jorge Bodanzky e Orlando Senna

20. O pagador de promessas, de Anselmo Duarte

19. Eles não usam black-tie, de Leon Hirszman

18. O Bandido da Luz Vermelha, de Rogério Sganzerla

17. O som ao redor, de Kleber Mendonça Filho

16. São Paulo Sociedade Anônima, de Luiz Sergio Person

15. Madame Satã, de Karim Aïnouz

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14. Edifício Master, de Eduardo Coutinho

13. Ainda estou aqui, de Walter Salles

12. Macunaíma, de Joaquim Pedro de Andrade

11. Que horas ela volta?, de Anna Muylaert

10. A hora da estrela, de Suzana Amaral

9. Terra em transe, de Glauber Rocha

8. Limite, de Mário Peixoto

7. Bye Bye Brasil, de Cacá Diegues

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6. Pixote, a lei do mais fraco, de Héctor Babenco

5. Vidas secas, de Nelson Pereira dos Santos

4. Cabra marcado para morrer, de Eduardo Coutinho

3. Cidade de Deus, de Fernando Meirelles e Kátia Lund

2. Deus e o diabo na terra do sol, de Glauber Rocha

1. Central do Brasil, de Walter Salles

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