A campanha de Lula pediu à Justiça Eleitoral a cassação da candidatura do senador Flávio Bolsonaro por suposto financiamento ilícito e caixa dois. A acusação aponta que repasses milionários ligados ao filme biográfico "Dark Horse", que envolvem o Banco Master e fundos nos EUA, desrespeitam o teto de gastos e violam regras eleitorais via doações empresariais e estrangeiras. A petição solicita quebra de sigilos fiscal e bancário dos investigados e compartilhamento de provas com o Ministério Público.
BRASILIA - A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu ao corregedor da Justiça Federal, Ricardo Villas Bôas Cuêva, a cassação da candidatura de oposição do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) por financiamento eleitoral ilícito. O pedido se baseia em informações da investigação sobre o filme Dark Horse, obra biográfica de Jair Bolsonaro.
Segundo a defesa do petista, o aporte de US$ 12 bilhões efetuado pelo dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, no fundo Havengate, sediado nos Estados Unidos, levanta suspeita sobre uso de recursos ilícitos na campanha eleitoral do parlamentar.
"Aqui, portanto, há, primeiramente, a captação e possível emprego de recursos vultuosos e excessivos com claro condão de interferir sobre a paridade de armas sobre o processo eleitoral, na medida em que a movimentação financeira envolvendo o filme Dark Horse se projeta na ordem de R$ 69 milhões, enquanto que o limite de gastos para a campanha à Presidência da República é de R$ 133.416.046,20, mais da metade, portanto", diz a petição.
A injeção de recursos foi efetuada a título de financiamento para o longa-metragem por meio da Entre Investimentos, cujo administrador era Antonio Carlos Freixo Jr. um dos operadores financeiros do banqueiro acusado de fraude.
O fundo beneficiado pelos valores é administrado pelo advogado de imigração Paulo Calixto, que também presta serviços para o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, irmão de Flávio que hoje vive nos Estados Unidos.
A campanha de Lula cita como possíveis crimes eleitorais a doação empresarial, captação de recursos de entidade sediada no exterior, e a suspeita de vínculo da Entre com grupos criminosos. Também fala em caixa dois.
Pede ainda o compartilhamento de provas coletadas na investigação com o Ministério Público eleitoral, além de diligências como o afastamento do sigilo bancário e fiscal da Entre, de Antonio Freixo Jr. e da produtora do filme, a Go Up Entertainment. Requer também relatórios de inteligência financeira dos envolvidos e