A Abraccine (Associação Brasileira de Críticos de Cinema) divulgou nesta segunda-feira, 11, a nova lista com os 100 filmes brasileiros mais importantes de todos os tempos. A seleção, feita por meio de votos dos mais de 180 críticos membros da organização, atualiza a lista original lançada em 2015, no livro 100 Melhores Filmes Brasileiros (Letramento).
A nova versão não somente inclui filmes lançados após a lista original, ou seja, de 2016 a 2026, como também propõe um olhar mais diverso. Desta vez, há mais obras dirigidas por mulheres e cineastas negros.
Além de Ainda Estou Aqui e O Agente Secreto, que representaram o Brasil na corrida ao Oscar nos últimos dois anos, a nova seleção também inclui títulos como Marte Um (2022), de Gabriel Martins, Arábia (2017), de Affonso Uchoa e João Dumans, e As Boas Maneiras (2017), de Juliana Rojas e Marco Dutra.
Outro diferencial é que a lista desta vez foi publicada em ordem cronológica de lançamento, enquanto, em 2015, a associação publicou um ranking, com Limite (1931), de Mario Peixoto, ocupando a primeira posição. A Abraccine informa que a nova seleção também será publicada em livro, pela Letramento, com textos críticos para cada um dos filmes e artigos com recortes históricos, estéticos e temáticos. O lançamento é previsto para o final de 2026.
Os 100 filmes brasileiros mais importantes de todos os tempos, segundo a Abraccine
- Limite (1931), Mário Peixoto
- Ganga bruta (1933), Humberto Mauro
- O Ébrio (1946), Gilda de Abreu
- Também somos irmãos (1949), José Carlos Burle
- Carnaval Atlântida (1952), José Carlos Burle
- O cangaceiro (1953), Lima Barreto
- Rio, 40 graus (1955), Nelson Pereira dos Santos
- Rio, Zona Norte (1957), Nelson Pereira dos Santos
- O Grande Momento (1958), Roberto Santos
- O homem do Sputnik (1959), Carlos Manga
- Aruanda (1960), Linduarte Noronha
- O Assalto ao Trem Pagador (1962), Roberto Farias
- O Pagador de Promessas (1962), Anselmo Duarte
- Os cafajestes (1962), Ruy Guerra
- Porto das Caixas (1962), Paulo Cezar Saraceni
- Vidas secas (1963), Nelson Pereira dos Santos
- À Meia-Noite Levarei Sua Alma (1964), José Mojica Marins
- A velha a fiar (1964), Humberto Mauro
- Deus e o Diabo na Terra do Sol (1964), Glauber Rocha
- Noite vazia (1964), Walter Hugo Khouri
- Os fuzis (1964), Ruy Guerra
- A falecida (1965), Leon Hirszman
- A hora e vez de Augusto Matraga (1965), Roberto Santos
- São Paulo Sociedade Anônima (1965), Luiz Sergio Person
- A entrevista (1966), Helena Solberg
- O padre e a moça (1966), Joaquim Pedro de Andrade
- Todas as mulheres do mundo (1966), Domingos de Oliveira
- A margem (1967), Ozualdo Candeias
- Esta noite encarnarei no teu cadáver (1967), José Mojica Marins
- O caso dos irmãos Naves (1967), Luiz Sergio Person
- O menino e o vento (1967), Carlos Hugo Christensen
- Terra em Transe (1967), Glauber Rocha
- O Bandido da Luz Vermelha (1968), Rogério Sganzerla
- A mulher de todos (1969), Rogério Sganzerla
- Macunaíma (1969), Joaquim Pedro de Andrade
- Matou a família e foi ao cinema (1969), Julio Bressane
- O Dragão da Maldade contra o Santo Guerreiro (1969), Glauber Rocha
- O Despertar da Besta (Ritual dos sádicos) (1970), José Mojica Marins
- Sem essa, Aranha (1970), Rogério Sganzerla
- Um é pouco, dois é bom (1970), Odilon Lopez
- Bang bang (1971), Andrea Tonacci
- S. Bernardo (1972), Leon Hirszman
- Toda Nudez será Castigada (1972), Arnaldo Jabor
- Alma no Olho (1973), Zózimo Bulbul
- Compasso de espera (1973), Antunes Filho
- Os Homens que eu Tive (1973), Tereza Trautman
- A Rainha Diaba (1974), Antonio Carlos da Fontoura
- Iracema, uma transa amazônica (1975), Jorge Bodanzky e Orlando Senna
- Dona Flor e seus dois maridos (1976), Bruno Barreto
- Lúcio Flávio, o passageiro da agonia (1977), Hector Babenco
- Mar de Rosas (1977), Ana Carolina
- A Lira do Delírio (1978), Walter Lima Jr.
- Tudo bem (1978), Arnaldo Jabor
- A mulher que inventou o amor (1980), Jean Garrett
- Bye bye Brasil (1980), Carlos Diegues
- O homem que virou suco (1980), João Batista de Andrade
- Pixote, a lei do mais fraco (1980), Hector Babenco
- Eles não usam black-tie (1981), Leon Hirszman
- Os Saltimbancos Trapalhões (1981), J.B. Tanko
- Das tripas coração (1982), Ana Carolina
- Pra Frente Brasil (1982), Roberto Farias
- Onda Nova (1983), Ícaro Martins e José Antonio Garcia
- Amor Maldito (1984), Adélia Sampaio
- Cabra Marcado para Morrer (1984), Eduardo Coutinho
- Memórias do Cárcere (1984), Nelson Pereira dos Santos
- A Hora da Estrela (1985), Suzana Amaral
- A Marvada Carne (1985), André Klotzel
- Filme Demência (1986), Carlos Reichenbach
- Ilha das Flores (1989), Jorge Furtado
- Que bom te ver viva (1989), Lúcia Murat
- Superoutro (1989), Edgard Navarro
- Alma Corsária (1993), Carlos Reichenbach
- Carlota Joaquina, Princesa do Brazil (1995), Carla Camurati
- Terra Estrangeira (1995), Daniela Thomas e Walter Salles
- Baile perfumado (1996), Lírio Ferreira e Paulo Caldas
- Central do Brasil (1998), Walter Salles
- O Auto da Compadecida (2000), Guel Arraes
- Bicho de Sete Cabeças (2001), Laís Bodanzky
- Lavoura arcaica (2001), Luiz Fernando Carvalho
- Cidade de Deus (2002), Fernando Meirelles e Kátia Lund
- Edifício Master (2002), Eduardo Coutinho
- Madame Satã (2002), Karim Aïnouz
- Cinema, Aspirinas e Urubus (2005), Marcelo Gomes
- O Céu de Suely (2006), Karim Aïnouz
- Serras da Desordem (2006), Andrea Tonacci
- Jogo de Cena (2007), Eduardo Coutinho
- Saneamento Básico, o filme (2007), Jorge Furtado
- Santiago (2007), João Moreira Salles
- Trabalhar Cansa (2011), Juliana Rojas e Marco Dutra
- O Som ao Redor (2012), Kleber Mendonça Filho
- O Menino e o Mundo (2013), Alê Abreu
- Branco Sai, Preto Fica (2014), Adirley Queirós
- Que Horas ela Volta? (2015), Anna Muylaert
- Aquarius (2016), Kleber Mendonça Filho
- Arábia (2017), Affonso Uchoa, João Dumans
- As Boas Maneiras (2017), Juliana Rojas e Marco Dutra
- Marte Um (2022), Gabriel Martins
- Mato Seco em Chamas (2022), Adirley Queirós e Joana Pimenta
- Ainda Estou Aqui (2024), Walter Salles
- O Agente Secreto (2025), Kleber Mendonça Filho