Na 50ª Mostra Internacional de Cinema de SP, o aclamado diretor Ryusuke Hamaguchi, de Drive My Car, apresenta O Sentido da Vida. Reconhecida como uma das obras mais delicadas do ano ao abordar o que realmente importa frente às pressões capitalistas, a produção destaca a cinematografia diferenciada do cineasta japonês e surge como forte candidata para representar o Japão na disputa do Oscar de 2027.
Festivais de cinema sempre representam um convite ao novo: a novas culturas, formas de se pensar e ao trabalho de grandes mestres da sétima arte que por um motivo ou outro acabam não chegando às nossas bolhas. Há 5 anos, o trabalho de Ryusuke Hamaguchi ganhou os olhos de todo o mundo quando Drive My Car se tornou o primeiro filme japonês indicado ao Oscar de Melhor Filme e também foi pioneiro ao inaugurar as estatuetas de ouro para o país na categoria de Melhor Filme Internacional - um gostinho que o Brasil teve anos depois.
Apesar de ser um nome novo a quem está acostumado a consumir produções mainstream - e, obviamente, não há problema algum nisso -, o realizador de 47 anos conta com nada menos do que 19 créditos como diretor divididos em 23 anos de trabalho. Esse desconhecimento de muitos não vem apenas de sua abordagem cinematográfica diferenciada, mas também pelo acesso: muitos de seus filmes nunca chegaram ao Brasil.
Essa dinâmica mudou com Roda do Destino, seguido do seu hit de 2021 e o recente O Mal Não Existe, visto pelo AdoroCinema durante a Mostra Internacional de Cinema em São Paulo. Agora, nesta 50ª edição do evento, o cineasta traz mais uma de suas ótimas histórias, o delicado O Sentido da Vida, que pode representar o Japão na corrida plo Oscar 2027.
A beleza do acaso guia O Sentido da Vida
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