Na quinta-feira, 23 de abril, a Record TV anunciou para o público como será o seu novo reality show, Casa do Patrão, que estreia na segunda-feira, 27. O projeto tem entre os 18 jogadores, dois recifenses que prometem dar o nome na atração.
A primeira a ser divulgada foi Nataly Silva, que tem 30 anos e é ambulante. Criada pela avó e pelas tias, saiu de casa aos 17 anos para trabalhar e conquistar sua independência. Tem uma filha adotiva de 5 anos e ua renda atual vem do trabalho como ambulante.
Nataly percorre bares e quiosques nas regiões mais badaladas do Recife vendendo balas, chicletes, chocolates. Ela diz que, por conta de seu carisma e simpatia, sempre volta pra casa com a meta cumprida.
"Vendo chiclete, jujuba e chocolate nos bares. Meu maior sonho é ter minha liberdade financeira", afirmou. "Não sou muito boa em cozinha, mas dá pra comer minha comida. Gosto muito de limpeza, sou muito organizada", acrescentou.[
Já Jovan Nascimento tem 28 anos, nasceu em Recife e atualmente vive no Rio de Janeiro. Pai de um menino de 6 anos, se mudou para a capital fluminense aos 18 com o objetivo de servir na brigada paraquedista. Atua como motoboy há quase 10 anos e também é instrutor de capoeira, além de graduado na faixa branca e vermelha no muay thai.
"Tudo que me proponho a fazer coloco mil por cento de energia. Me encaixo com a peãozada na casa, mas também quero ser patrão em algum momento", brincou.
O programa
O formato é uma parceria com o canal Disney+ com apresentação de Leandro Hassum e vai ao ar diariamente na emissora às 22h30.
Com o trunfo de ser "o novo reality do Boninho", a TV da Barra Funda pode ostentar que tem um produto dirigido pelo ex-global, que fez seu nome à frente de produções como o Big Brother Brasil em 24 edições e agora comanda Casa do Patrão.
Como será o jogo?
O reality aposta em uma dinâmica de divisão clara entre dois grupos, comandados por um líder semanal, chamado de "patrão". Esse participante terá o poder de escolher quem ficará com ele na chamada Casa do Patrão, um espaço mais confortável, com estrutura superior.
Já os demais participantes irão para a Casa do Trampo, um ambiente mais simples e com menos recursos. Nesse grupo, os competidores terão que cumprir tarefas determinadas pelo patrão, assumindo funções como cozinhar, limpar e servir.
Apesar da separação, todos os participantes vão se encontrar em áreas comuns, como a Casa de Convivência e o espaço externo, que conta com piscina e academia. Um interfone funcionará 24 horas por dia, permitindo comunicação direta entre as casas e até pedidos do patrão para o grupo adversário.
Dinâmica pensada para gerar conflito
A proposta do formato é justamente provocar situações de tensão e estratégia. A ideia é alternar os papéis ao longo das semanas, fazendo com que quem hoje está no grupo mais confortável, amanhã possa estar na posição oposta.
O elenco será formado apenas por participantes anônimos, vindos de diferentes regiões do país e com profissões variadas, como motoboy, ambulante, motorista de aplicativo e policial militar. A intenção é trazer pessoas comuns, sem influência prévia nas redes sociais.
Outro diferencial é a ausência dos chamados "ADMs", responsáveis por gerenciar perfis de participantes fora do programa. Com isso, a produção busca um jogo mais equilibrado e menos influenciado externamente.
Como funciona a eliminação e o prêmio
Cada participante entra no jogo com uma quantia inicial. Ao ser eliminado, ele deixa 90% do valor acumulado para o patrão da semana, contribuindo para o prêmio final.
Logo na primeira semana, um competidor já deixará o programa após apenas quatro dias de confinamento, marcando o ritmo acelerado do jogo desde o início. Serão ao todo 81 dias de reality.
Rotina semanal do programa
- Sábado: Prova do Patrão e divisão das casas
- Domingo: Festa
- Segunda-feira: "Tô Fora" - um participante da Casa do Trampo pode migrar
- Terça-feira: "Tá na Reta" - formação da berlinda com três indicados
- Quarta-feira: Festa
- Quinta-feira: Eliminação