Uma petição para conceder a rara Chave da Cidade de São Paulo ao grupo BTS alcançou 98 mil assinaturas, com um salto de 80 mil apoios em apenas 24 horas. O pedido, direcionado à Prefeitura para celebrar os laços culturais com a Coreia do Sul, ocorre às vésperas de três apresentações esgotadas da turnê ARIRANG no estádio do MorumBIS, marcadas para o fim de outubro, em meio à intensa repercussão global sobre o impacto histórico e cultural da banda.
Uma petição que solicita a entrega da Chave da Cidade de São Paulo ao BTS reuniu 80 mil novas assinaturas em apenas 24 horas — cinco vezes mais em um único dia do que nas oito semanas anteriores, desde que foi criada, em 22 de junho. O documento acumula agora 98 mil apoios verificados e é endereçado à Prefeitura de São Paulo, à Secretaria Municipal de Cultura, à Secretaria Municipal de Turismo, à SPTuris e à Secretaria Municipal de Relações Internacionais.
O texto da petição sustenta que São Paulo abriga uma das maiores comunidades de fãs do grupo fora da Ásia e que a honraria reconheceria o vínculo cultural entre Brasil e Coreia do Sul. A Chave da Cidade é a mais rara das homenagens paulistanas, entregue diretamente pelo prefeito, sem necessidade de votação na Câmara Municipal, e reservada a pouquíssimas ocasiões. Nos últimos anos, ela foi concedida quase sempre à Corte do Carnaval: em 6 de fevereiro deste ano, o prefeito Ricardo Nunes entregou a chave à Corte de 2026 na Fábrica do Samba, repetindo cerimônias de 2025, 2023, 2019 e 2009. Concedê-la ao BTS colocaria o grupo em uma lista restrita na história da cidade.
A mobilização ocorre a dois meses da chegada do grupo a São Paulo. O BTS tem três apresentações no Estádio do MorumBIS, nos dias 28, 30 e 31 de outubro, encerrando a etapa latino-americana da turnê ARIRANG, que passa antes por Bogotá, Lima e Santiago. Os ingressos se esgotaram na venda geral de 10 de abril. A progressão dos shows no Brasil dimensiona o fenômeno: em 2014, um ano após a estreia, os sete realizaram um encontro com fãs para cerca de 1.500 pessoas em São Paulo. Em 2019, lotaram o Allianz Parque por dois dias. Agora, são três apresentações com lotação máxima.
A explosão de assinaturas nas últimas 24 horas coincide com a repercussão global que o grupo ganhou após o New York Times publicar uma análise comparando o BTS a Michael Jackson em impacto cultural, artigo que provocou debate em todo o mundo sobre o lugar do k-pop na indústria musical. Na mesma semana, o grupo retirou o álbum ARIRANG da disputa pelo Grammy 2027, em protesto contra a criação de uma categoria exclusiva para pop asiático.