A exposição "Nonni do Brasil: Memórias da Imigração Italiana em Araraquara", em cartaz até 23 de outubro no Teatro Municipal de Araraquara, homenageia os imigrantes italianos que construíram famílias e grandes impérios empresariais no país. Com curadoria de Oliviero Pluviano, a mostra reúne cerca de 30 totens que destacam trajetórias de superação e sucesso, como a de Giuseppe Cutrale — patriarca dos maiores exportadores de suco de laranja do mundo —, além de nomes como Matarazzo e Luigi Bauducco.
A cidade de Araraquara, no interior paulista, recebe, a partir desta quinta-feira (24), uma mostra que celebra os imigrantes italianos que vieram para o Brasil no último século, criando, em território nacional, não apenas famílias, mas também grandes empresas.
Com curadoria do jornalista genovês Oliviero Pluviano ? que atuou por muitos anos como correspondente da ANSA em São Paulo ?, "Nonni do Brasil: Memórias da Imigração Italiana em Araraquara" ficará em cartaz até 23 de outubro no Teatro Municipal Prefeito Clodoaldo Medina.
"A exposição é dedicada a Giuseppe Cutrale, que chegou ao porto de Santos em 1925, vindo de Carlentini, na Sicília, terra natal da laranja 'tarocco'", explicou Pluviano sobre o evento sediado na cidade que é a maior produtora mundial de suco de laranja.
Cutrale teve 16 filhos, sendo José o primeiro a ter nascido no Brasil. De humilde vendedor de frutas cítricas no Mercado Municipal de São Paulo, ele passou, graças às laranjas de Araraquara, a ser o maior exportador de suco da fruta para os Estados Unidos e o mundo.
"A exposição apresenta cerca de 30 totens grandes, com quase três metros de altura, exibindo imagens e histórias de vida de imigrantes famosos", disse Pluviano, citando como exemplos Francesco Matarazzo (o "rockefeller do Brasil") e Geremia Lunardelli (o "rei do café"), até os que chegaram após a Segunda Guerra, como Luigi Bauducco, fundador da empresa que produz o maior número de panetones do globo: "Impressionantes 70 milhões por ano".
"Sem exceção, todos sofreram durante suas vidas como imigrantes. No entanto, esse sofrimento aguçou sua inteligência e sua determinação em vencer, sem jamais fazê-los perder de vista a simplicidade e a solidariedade com o próximo", falou Pluviano, antes de acrescentar: "Nestes tempos sombrios e implacáveis que vivemos, o exemplo deles brilha como uma verdadeira luz".