Mostra 'Nonni do Brasil' celebra imigrantes italianos de sucesso

Exposição em Araraquara seguirá em cartaz até 23 de outubro

24 set 2026 - 13h25
(atualizado às 14h13)
Resumo
A exposição "Nonni do Brasil: Memórias da Imigração Italiana em Araraquara", em cartaz até 23 de outubro no Teatro Municipal de Araraquara, homenageia os imigrantes italianos que construíram famílias e grandes impérios empresariais no país. Com curadoria de Oliviero Pluviano, a mostra reúne cerca de 30 totens que destacam trajetórias de superação e sucesso, como a de Giuseppe Cutrale — patriarca dos maiores exportadores de suco de laranja do mundo —, além de nomes como Matarazzo e Luigi Bauducco.

A cidade de Araraquara, no interior paulista, recebe, a partir desta quinta-feira (24), uma mostra que celebra os imigrantes italianos que vieram para o Brasil no último século, criando, em território nacional, não apenas famílias, mas também grandes empresas.

'Nonni do Brasil' fica em cartaz no Teatro Municipal de Araraquara até 23 de outubro
'Nonni do Brasil' fica em cartaz no Teatro Municipal de Araraquara até 23 de outubro
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

Com curadoria do jornalista genovês Oliviero Pluviano ? que atuou por muitos anos como correspondente da ANSA em São Paulo ?, "Nonni do Brasil: Memórias da Imigração Italiana em Araraquara" ficará em cartaz até 23 de outubro no Teatro Municipal Prefeito Clodoaldo Medina.

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"A exposição é dedicada a Giuseppe Cutrale, que chegou ao porto de Santos em 1925, vindo de Carlentini, na Sicília, terra natal da laranja 'tarocco'", explicou Pluviano sobre o evento sediado na cidade que é a maior produtora mundial de suco de laranja.

Cutrale teve 16 filhos, sendo José o primeiro a ter nascido no Brasil. De humilde vendedor de frutas cítricas no Mercado Municipal de São Paulo, ele passou, graças às laranjas de Araraquara, a ser o maior exportador de suco da fruta para os Estados Unidos e o mundo.

"A exposição apresenta cerca de 30 totens grandes, com quase três metros de altura, exibindo imagens e histórias de vida de imigrantes famosos", disse Pluviano, citando como exemplos Francesco Matarazzo (o "rockefeller do Brasil") e Geremia Lunardelli (o "rei do café"), até os que chegaram após a Segunda Guerra, como Luigi Bauducco, fundador da empresa que produz o maior número de panetones do globo: "Impressionantes 70 milhões por ano".

"Sem exceção, todos sofreram durante suas vidas como imigrantes. No entanto, esse sofrimento aguçou sua inteligência e sua determinação em vencer, sem jamais fazê-los perder de vista a simplicidade e a solidariedade com o próximo", falou Pluviano, antes de acrescentar: "Nestes tempos sombrios e implacáveis que vivemos, o exemplo deles brilha como uma verdadeira luz". 

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