Festival de Sanremo proíbe músicas com IA: 'Queremos inteligência artesanal'

Por outro lado, uso do autotune será permitido em alguns contextos

21 set 2026 - 11h32
(atualizado às 12h00)
Resumo
O tradicional Festival de Sanremo, principal competição musical da Itália, proibirá músicas criadas por inteligência artificial a partir de 2027. O novo diretor artístico do evento, Stefano De Martino, destacou o foco na "inteligência artesanal" e no fator humano, embora admita a complexidade de fiscalizar as faixas na triagem. Em contrapartida, o uso de autotune seguirá permitido quando justificado pelo gênero musical, já que a premiação foca na composição das canções, não apenas no canto.

O Festival de Sanremo, principal competição musical da Itália, não aceitará canções produzidas com inteligência artificial em sua edição de 2027.

O anúncio foi feito nesta segunda-feira (21) por Stefano De Martino, novo diretor artístico do evento, em meio à crescente presença da IA na indústria musical.

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"O mote que definimos é 'inteligência artesanal': há muita humanidade no centro de tudo. Por isso, estamos atentos à artificialidade", afirmou De Martino.

No entanto, o desafio, segundo ele, será identificar as músicas em que a IA tenha sido usada. "Os artistas estão todos avisados, então já há uma primeira triagem na fase de seleção. Ir à fonte é complexo, mas teremos uma atenção enorme", acrescentou.

Por outro lado, de acordo com De Martino, o software de afinação automática autotune não será proibido, mas precisará estar "a serviço do gênero musical" do artista.

"Ninguém chegará pensando em cantar como Céline Dion sem sabê-lo, mas é uma competição de canções, não de canto", disse ele, citando estilos que utilizam bastante esse recurso, como o rap e o trap.

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O Festival de Sanremo é o evento musical mais tradicional da Itália, realizado anualmente desde 1951, e seu campeão representa o país no concurso europeu Eurovision.

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