Quem visitava o Aquário da Nova Inglaterra, em Boston, nos EUA, durante os anos 1980, procurava algo bastante especial: uma foca que falava inglês. E não, isso não é figura de linguagem. Hoover (esse era o nome do pinípede) falava de verdade, e de forma tão clara que ainda hoje impressiona os especialistas.
"Foca" e "falante" não são duas palavras que costumam aparecer juntas. Mas foi justamente por isso que Hoover despertou tanto interesse na época. E é por isso que, ainda hoje, 41 anos após sua morte, continua sendo tema de reportagens. Antes de entrar nos detalhes, vale a pena apresentar a protagonista.
A história começou em maio de 1971, quando George Swallow, um pescador do estado do Maine, fez algo pouco convencional: levou para casa um filhote de foca-comum macho (Phoca vitulina).
Em teoria, não foi um capricho nem uma excentricidade. O animal havia perdido a mãe e Swallow decidiu acolhê-lo: alimentava-o com as próprias mãos, brincava com ele e, em resumo, cuidava dele como se fosse um cachorro. Chegou até a lhe dar um nome: Hoover.
O problema é que, à medida que a foca crescia, precisava de cada vez mais peixe, tornando inviável que continuasse com a família Swallow. Seu destino acabou sendo o Aquário da Nova Inglaterra, para onde foi levada aos três meses de idade. A foto de abertura deste texto mostra Hoover quando era filhote.
A vida de Hoover foi relativamente normal até meados da década de 1970. Quando tinha cerca de cinco anos, os tratadores do aquário perceberam ...
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