Em maio de 2019, a inclusão da Huawei na Lista de Entidades do governo dos EUA causou uma mudança drástica: a empresa chinesa perdeu o acesso aos serviços do Google, aos chips da Qualcomm e às fábricas da TSMC. Embora o Google tenha solicitado formalmente licenças meses depois para reconstruir a parceria, a política prevaleceu e os caminhos das duas gigantes se separaram. Sete anos depois, a guerra comercial foi forçada a dar uma pausa.
As duas gigantes da tecnologia voltaram à mesa de negociações. Não para negociar licenças do Android ou lojas de aplicativos móveis, mas para estabelecer as regras para a IA agêntica antes que o mercado se fragmente irreversivelmente.
Uma aliança incomum
A Huawei acaba de se juntar à Agentic AI Foundation (AAIF). Este consórcio, liderado pela Linux Foundation, busca unificar os padrões de código aberto no ecossistema de inteligência artificial. O que chama a atenção nessa iniciativa é que a gigante chinesa compartilhará o status de membro ouro e influenciará a governança ao lado de pesos-pesados americanos como OpenAI, Anthropic, Microsoft e o próprio Google.
O motivo?
Nada menos que a necessidade urgente de uma mudança de paradigma iminente. O setor evoluiu de chatbots para "agentes", sistemas capazes de executar tarefas complexas e com várias etapas de forma autônoma e confiável. Essa tecnologia é tão crucial para o futuro próximo que a Meta investiu recentemente US$ 2 bilhões (cerca de R$ 10,7 bilhões) na Magnus apenas para não ficar para ...
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