Degelo na Groenlândia não está apenas facilitando o acesso a minérios: está revelando os submarinos nucleares

O drama ambiental também eleva a temperatura dos termômetros da geopolítica

25 fev 2026 - 08h06
(atualizado às 17h09)
Foto: Xataka

A Groenlândia sempre foi um enclave estratégico no mapa global. Agora, com o segundo mandato de Donald Trump, o debate a seu respeito ficou mais forte do que nunca: os EUA querem anexar esse território pertencente à Dinamarca — e razões não faltam, desde a enorme quantidade de terras raras que ele abriga até a excelente posição de vigilância que representa ali, no coração do Atlântico Norte, entre os EUA, o norte da Europa e a Rússia. 

O momento chegou não apenas porque Trump voltou à presidência, mas porque o aquecimento global e o consequente degelo criaram uma espécie de nova "Rota da Seda" polar, pela qual a China quer transitar e os EUA querem controlar — do ponto de vista estratégico e competitivo, possuir a Groenlândia é estar um passo à frente. Mas esse degelo também revelou algo mais: submarinos nucleares.

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Janeiro de 2026 foi o janeiro mais quente já registrado na parte ocidental da Groenlândia. Em Nuuk, a capital da ilha pertencente à Dinamarca, a temperatura média ficou 7,8 °C acima do normal. Em outras regiões banhadas pelo Ártico, como a Baía de Baffin, o Mar de Barents e Svalbard, os termômetros frequentemente ultrapassaram 15 °C acima da média local.

O degelo está batendo recordes e, infelizmente, não se trata de um fenômeno isolado, mas de uma tendência acelerada que a comunidade científica vem documentando há anos. E, no campo geopolítico, o mercúrio também está em ebulição.

Por que isso é importante? Em poucas palavras, por causa da geopolítica do ...

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