Desde que a China detonou sua primeira bomba atômica em plena Guerra Fria, sua relação com a energia nuclear tem sido marcada por sigilo, prudência declarada e profunda desconfiança em relação às grandes potências. Por décadas, optou por permanecer nos bastidores, construindo capacidades longe dos holofotes e falando pouco sobre elas. Esse silêncio histórico é fundamental para entender por que, sempre que algo se move nesse campo, o mundo presta atenção.
Ressurgimento silencioso nas montanhas
A história foi contada em reportagem especial do New York Times neste fim de semana, por meio de imagens de satélite. Nos vales úmidos e acidentados de Sichuan, longe de olhares curiosos, a China está revitalizando e expandindo uma infraestrutura nuclear projetada para outra época, mas adaptada a uma rivalidade entre superpotências que se intensifica novamente após o fim do pacto histórico entre Moscou e Washington, que relatamos recentemente.
As imagens do espaço mostram novos bunkers, rampas e complexos industriais com sistemas de ventilação e dissipação térmica que indicam atividades de alto risco, integradas a uma estrutura que não parece mais defensiva ou residual, mas coerente com uma expansão acelerada e planejada que vem ganhando força desde o final da última década.
O legado da "Terceira Linha" e sua modernização
Esses enclaves não surgiram do nada, mas têm suas raízes no que foi chamado de "Terceira Linha", promovida por Mao Tsé-Tung para proteger o núcleo nuclear do país de ataques...
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