A Revolut afirmou não ter recebido contato direto de hackers que ameaçaram vender dados confidenciais caso a empresa não pague um resgate de US$ 3 milhões em 24 horas. O grupo criminoso, que publicou um ultimato online, afirma ter registros de centenas de usuários. Segundo fontes, o incidente expôs dados de cerca de 680 clientes após solicitações fraudulentas via e-mail governamental, mas a infraestrutura principal, os bancos de dados e as contas da empresa não foram violados.
A Revolut não teve nenhum contato direto nem recebeu qualquer exigência do grupo que assumiu a responsabilidade por uma violação de dados da companhia, informou um porta-voz da empresa à Reuters nesta quarta-feira.
O Financial Times publicou mais cedo que hackers que assumiram a responsabilidade por uma violação de dados da empresa ameaçaram vender registros confidenciais de centenas de clientes a outros grupos criminosos, a menos que a Revolut pagasse um resgate de US$3 milhões em até 24 horas.
A infraestrutura principal, os bancos de dados e as contas dos clientes da Revolut não foram invadidos, disse uma fonte a par do assunto.
A violação teria afetado cerca de 680 clientes, segundo a fonte.
O grupo, que se autodenomina "iamnotavillain", publicou o ultimato online na tarde desta quarta-feira ao lado de um relógio de contagem regressiva digital, segundo a reportagem do jornal.
O grupo disse ao jornal que estava usando o site para apresentar suas exigências pela primeira vez e que não havia havido nenhuma negociação com a Revolut.
A Revolut informou no sábado que informações confidenciais de clientes foram divulgadas a terceiros não autorizados após ter recebido solicitações fraudulentas provenientes de um domínio de email de uma agência governamental legítima.