A internet funciona hoje como um sistema nervoso global: conecta pessoas, sustenta serviços essenciais, viabiliza transações financeiras e distribui informação. Mas, segundo uma análise da Akamai, empresa global de infraestrutura e segurança digital, a forma como usamos a internet deve passar por uma mudança profunda a partir de 2026, impulsionada pela adoção de agentes de inteligência artificial, pelo avanço de deepfakes em tempo real e pela pressão crescente sobre a infraestrutura digital.
No Brasil, essa transformação ocorre em um contexto especialmente sensível, por coincidir com um ano de eleições presidenciais, o que amplia os riscos de desinformação e ataques no ambiente online. Dados do Fraud and Abuse Report 2025 da empresa indicam que esse movimento já está em curso, com crescimento expressivo do tráfego automatizado e de ameaças baseadas em IA.
Agentes de IA devem mudar a forma de navegar e reduzir o papel da busca tradicional
Uma das mudanças mais profundas previstas para os próximos anos está na forma como as pessoas acessam a internet. O modelo baseado em cliques, buscas e navegação manual começa a ficar ultrapassado diante do avanço da automação e da inteligência artificial. Segundo a Akamai, um dos principais vetores dessa mudança é a adoção de agentes de inteligência artificial como intermediários do acesso à internet. Em vez de navegar por sites, links e formulários, usuários tendem a recorrer cada vez mais a sistemas que executam tarefas de forma autônoma, ...
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