Após o anúncio da PlayStation de que deixará de lançar mídias físicas a partir de 2028, cresce o debate sobre a preservação histórica dos videogames e a fragilidade das licenças digitais temporárias. Questionado sobre essa transição durante a Comic-Con, Dave Jones, criador do clássico Grand Theft Auto, lamentou o fim do formato ao destacar o valor duradouro dos discos e caixas originais, ainda preservados por fãs décadas após o lançamento como peças essenciais da memória cultural dos jogos.
O universo dos videogames girou em torno de dois acontecimentos marcantes nos últimos meses. De um lado, a crise e as demissões na divisão Xbox. Do outro, o duro golpe sofrido pelos jogos em mídia física.
A PlayStation anunciou no dia 1º de julho que, a partir de janeiro de 2028, deixará de lançar jogos em formato físico para os seus consoles. Deixando de lado a paixão de colecionar caixinhas na estante, o fim dos discos que realmente contêm os dados do jogo gravados (e não apenas um instalador básico) representa uma ameaça gigantesca à preservação histórica dos games. A situação se torna ainda mais delicada quando a própria Sony ressalta que a compra de um título digital garante apenas uma licença temporária de uso.
Muito já se discutiu sobre as consequências dessa decisão, mas o que pensa alguém com a autoridade de David Jones sobre o assunto? Caso o nome não soe familiar, ele fundou a lendária DMA Design em 1988 — estúdio que deu vida a clássicos como Lemmings e Grand Theft Auto.
Uma pergunta incômoda na Comic-Con
Durante o encerramento de um painel na Comic-Con, alguém da plateia fez a pergunta que muitos já evitam formular por puro conformismo: "Gostaria de saber a sua opinião sobre o lento desaparecimento dos jogos físicos". A resposta de Jones foi sincera e reveladora:
"Hoje participei de uma sessão de autógrafos e muita gente apareceu com cópias originais do primeiro GTA, completas na caixa e impecáveis, mesmo sendo um jogo com quase 30 anos. Elas foram ...Matérias relacionadas