Quando um alpinista vivencia situações extremas na montanha, seu cérebro começa a imaginar algo: uma "terceira pessoa"

Há inúmeros casos de alpinistas que, sem perceber, criam em suas mentes a presença de alguém que não está lá

11 mar 2026 - 08h18
Foto: Xataka

Nem todas as aventuras precisam ser bem-sucedidas para se tornarem épicas. Isso aconteceu com a chamada Expedição Transantártica Imperial, que partiu da Inglaterra em agosto de 1914 sob o comando do explorador Ernest Shackleton com um objetivo monumental, não para os fracos de coração: atravessar a Antártida, de Vahsel, no Mar de Weddell, até a Ilha Ross, no outro extremo.

Devido às duras condições do Polo Sul, o navio Endurance ficou preso no gelo, e Shackleton viu seus planos desmoronarem, o que o levou a um feito verdadeiramente épico que testou sua resistência e a de seus colegas a um limite só alcançável em meio a blocos de gelo, temperaturas glaciais e exaustão extrema.

Publicidade

O feito do explorador também serviu a um propósito que ele provavelmente jamais imaginou: cunhar a expressão "fator do terceiro homem" ou "síndrome do terceiro homem". Bem conhecida entre os alpinistas, essa expressão continua sendo um fenômeno fascinante até hoje.

"Quem é a terceira pessoa caminhando ao seu lado?"

Shackleton descreveu o fenômeno ao relembrar os dois dias e meio exaustivos que passou — junto com Frank Worseley e Tom Cream — viajando em direção a uma estação baleeira na costa norte da Geórgia do Sul. O grupo caminhou por 36 longas horas em condições terríveis, com quase nenhum suprimento, constantemente à beira da morte. Eles também tinham a responsabilidade de auxiliar seus companheiros de tripulação do malfadado navio Transantártico Imperial.

Através da desolada Antártida, apenas os três ...

Veja mais

Publicidade

Matérias relacionadas

"Nunca vimos nada parecido." China pode invadir Taiwan sem ser percebida: eles têm um drone disfarçado de ilusão de ótica há meses

Pelo bem da sua segurança: Uber acaba de lançar um recurso muito útil exclusivo para as mulheres no Brasil

Eles o demitiram por um motivo completamente bizarro, mas não contavam com uma coisa: a inesperada "vingança" nos tribunais que custou mais de meio milhão

O que Claude está fazendo com o ChatGPT lembra a guerra dos consoles, e desta vez nós somos os vencedores

A invasão chinesa não se limitou aos carros: a jogada da BYD para "comprar" a casa de um dos maiores gigantes do futebol brasileiro

TAGS
Curtiu? Fique por dentro das principais notícias através do nosso ZAP
Inscreva-se