Qualcomm prevê vendas de chips para data centers de US$15 bilhões até 2029

24 jun 2026 - 18h53

A Qualcomm disse que ‌espera alcançar US$15 bilhões em vendas com seu negócio de data centers até 2029, à medida que expande seus negócios para além de seus principais chips para smartphones, o que fez suas ações dispararem mais de 12%  em negociações após o horário regular nesta quarta-feira.

Em uma apresentação a ⁠investidores, o diretor financeiro da companhia, Akash Palkhiwala, afirmou que o negócio de ‌data centers renderá US$5 bilhões no ano fiscal de 2027, sendo US$1 bilhão proveniente dos novos clientes de chips personalizados.

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A Qualcomm também afirmou ‌que espera faturar US$40 bilhões com chips fora ‌de seu principal mercado de smartphones até 2029, um aumento ⁠em relação à estimativa anterior de US$22 bilhões, com celulares representando apenas um terço de sua receita com chips até lá.

"Seremos verdadeiramente diversificados", disse Palkhiwala.

Analistas do Bank of America haviam dito anteriormente que esperam uma receita modesta, de aproximadamente US$2 bilhões a US$5 bilhões anuais, proveniente da expansão dos ‌data centers da Qualcomm até o ano fiscal de 2027-2028.

META E MICROSOFT ENTRE ‌CLIENTES

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A Qualcomm também disse ⁠mais cedo nesta ⁠quarta-feira que a Microsoft e a Meta Platforms usarão seus novos chips de IA e que fabricará ⁠chips personalizados para outros dois "hiperescaladores" não ‌identificados.

A mudança da Qualcomm ‌para chips de IA reflete a crescente pressão no mercado de smartphones, que vem sofrendo com a escassez de chips de memória impulsionada pela demanda crescente por infraestrutura de IA e com grandes clientes ⁠como a Apple e Samsung desenvolvendo seus chips internamente.

De acordo com a fabricante de chips, a Microsoft usará sua nova categoria de chips, que se baseia em chips de memória baratos usados em smartphones e laptops, em vez dos caros chips de alta largura ‌de banda usados pela Nvidia e da memória SRAM usada pela Cerebras Systems .

A empresa denomina a nova categoria de "High Bandwidth Compute"  (Computação de Alta Largura ⁠de Banda) ou HBC.

"Esse é um valor imenso que entregamos ao setor em termos de desempenho por custo-benefício", disse Tony Pialis, chefe de data centers da Qualcomm.

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A Meta, segundo a empresa, utilizará sua nova CPU, chamada Dragonfly C1000, projetada especificamente para data centers de IA, entrando em um mercado onde tanto a Arm Holdings quanto a Nvidia estão cortejando clientes.

Pialis também afirmou que a Qualcomm conquistou dois grandes clientes — chamados de "hiperescaladores" na indústria da computação — para os quais fabricará chips personalizados, com a receita começando antes do final deste ano.

"Não precisei forçar minha entrada em clientes de hiperescala; eles é que nos atraíram", disse Pialis, sem mencionar os nomes dos clientes.

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