Um estudo da Escola de Medicina Geisel, publicado no JAMA Network Open com 532 estudantes, revelou que videogames podem tratar a depressão em adolescentes. Participantes que jogaram o game terapêutico PlaySmart por seis semanas tiveram redução significativa dos sintomas depressivos após 12 meses e maior disposição para buscar apoio psicológico. O resultado demonstra que a tecnologia pode ser uma aliada clínica eficaz e de longo prazo no cuidado da saúde mental juvenil.
A saúde mental dos adolescentes é um dos maiores desafios da medicina moderna e, em um mundo onde as telas são frequentemente culpadas pelo problema, a ciência tem se perguntado há anos se poderíamos usá-las como parte da solução. E aqui, os videogames, que às vezes são criticados por algumas pessoas, podem ser parte dessa melhora na saúde mental.
O caso do 'PlaySmart'
A ideia de que um controle de videogame possa ser terapêutico pode chocar completamente qualquer pessoa fora do mundo dos videogames. Mas a realidade é que um estudo publicado este ano no JAMA Network Open veio mudar essa percepção.
Para testar seus efeitos, pesquisadores da Escola de Medicina Geisel, em Dartmouth, recrutaram 532 estudantes do ensino médio. Metade dos participantes foi designada para jogar PlaySmart, um videogame educativo desenvolvido especificamente para fins terapêuticos, por aproximadamente uma hora por semana, durante seis semanas. A outra metade jogou um jogo padrão, sem conteúdo clínico ou educativo.
Os resultados após 12 meses foram notáveis. Após a aplicação da escala clínica PHQ-8, o grupo que jogou PlaySmart apresentou uma redução significativa nos sintomas depressivos em comparação com o grupo de controle, bem como uma maior disposição para buscar ajuda psicológica tradicional. Não se trata de uma solução de curto prazo, mas de um efeito sustentado um ano depois.
O que está por trás disso?
Para determinar se essa é uma descoberta significativa ou uma anomalia estatística, precisamos ...
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