Os EUA priorizaram a qualidade de seus F-35 em detrimento da quantidade; a China optou pelo oposto, e isso já está causando problemas

O país corre o risco de perder sua capacidade de dissuasão contra Pequim

5 abr 2026 - 13h12
Foto: Xataka

Washington enfrenta atualmente dois dilemas. O primeiro: durante a Guerra Fria, produzia centenas de caças por ano, com fábricas capazes de manter o ritmo industrial de uma economia de guerra. Hoje, esses níveis de produção são a exceção, e não a regra.

O segundo dilema é a China.

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Um problema estrutural

Os Estados Unidos enfrentam um desafio cada vez maior em sua aviação de combate. O motivo: sua frota de caças encolheu mais de 60% desde o fim da Guerra Fria, e muitas de suas aeronaves acumularam décadas de serviço.

Sem dúvida, embora continue sendo uma potência aérea dominante, a combinação de envelhecimento, desgaste operacional e demanda global está levando o sistema ao limite, deixando-o deficitário e com uma força que não tem mais capacidade suficiente para responder a múltiplos conflitos simultâneos.

A China e uma escala diferente

Mas o verdadeiro problema não é apenas interno, mas também comparativo: Pequim está produzindo caças a uma taxa que claramente excede a capacidade atual dos EUA.

Com uma expansão industrial massiva e projeções de até 300 aeronaves por ano antes do final da década, Pequim não só está reduzindo a diferença, como ameaça ultrapassá-la em volume e modernização, alterando o equilíbrio global do poder aéreo pela primeira vez em décadas.

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O F-35, um pilar insuficiente

O F-35 é a peça central da estratégia aérea dos EUA, não apenas como um caça, mas também como um centro de informações capaz de coordenar operações complexas em tempo real.

No entanto, sua ...

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