A China continua sendo uma das maiores fábricas de bilionários do mundo, com cerca de 500 pessoas na lista da Forbes no último ano. Mas a nova geração de magnatas que vem surgindo no país tem pouco em comum com os empresários que marcaram as últimas décadas. Isso porque eles preferem o anonimato ao invés de se tornarem celebridades do mundo dos negócios. O perfil discreto não é por acaso: ele reflete um novo momento da economia chinesa, marcado por maior controle do governo sobre as grandes empresas e por um ambiente de incertezas que faz muitos bilionários evitarem os holofotes.
Os novos bilionários da China trocaram o mercado imobiliário pela tecnologia e pelo consumo
A ascensão dos bilionários chineses sempre acompanhou as transformações da economia do país. Nas décadas de 1980 e 1990, as maiores fortunas surgiram com a privatização de empresas estatais e a explosão do mercado imobiliário. Depois vieram os gigantes da manufatura, impulsionados pela entrada da China na Organização Mundial do Comércio, e, mais tarde, a primeira geração das big techs, como Tiktok e Alibaba.
Mas hoje a situação figura de uma forma diferente. Os novos bilionários são mais jovens, cresceram em um ambiente completamente diferente e construíram seus negócios em setores voltados ao consumidor. Segundo a consultoria Hurun, empresa que mapeia fortunas ao redor do mundo, mais de dois terçosdessa nova geração acumulou fortuna com produtos de consumo, entretenimento e mídia. São fundadores de ...
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