O grande paradoxo da guerra: EUA ignoraram apelos da Ucrânia à Rússia e agora precisam deles no Irã

Experiência adquirida nos céus da Ucrânia tornou-se um dos ativos estratégicos mais valiosos do momento

20 mar 2026 - 09h12
(atualizado às 11h33)
Foto: Xataka

Nos últimos anos, algo curioso aconteceu no mundo militar: os drones mais influentes no campo de batalha não são os mais avançados, mas sim alguns dos mais baratos. Pequenas aeronaves com asas triangulares e motores simples, inspiradas em projetos iranianos, acabaram realizando milhares de ataques em diversos conflitos, obrigando exércitos inteiros a repensar a defesa de seus céus. Paradoxalmente, interceptá-los muitas vezes custa muito mais do que fabricá-los.

E os Estados Unidos perceberam isso tarde demais.

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A guerra que mudou a batalha

A invasão russa da Ucrânia inaugurou uma nova fase na guerra moderna, marcada pelo uso massivo de drones baratos capazes de sobrecarregar as defesas aéreas tradicionais. Desde 2022, as forças russas lançaram dezenas de milhares de drones Shahed (de origem iraniana) contra cidades e infraestrutura ucranianas, forçando Kiev a desenvolver uma defesa improvisada, porém cada vez mais sofisticada.

Essa experiência, adquirida sob condições extremas e bombardeio constante, transformou o país no laboratório mais avançado do mundo para o combate a esse tipo de arma. O que começou como uma luta desesperada para proteger seu espaço aéreo acabou gerando novas táticas, sistemas de guerra eletrônica e drones interceptores projetados especificamente para destruir essas munições de baixo custo e longo alcance.

A arma que está mudando a economia da guerra

O sucesso dos drones Shahed se baseia em uma lógica brutalmente simples: seu preço. Cada drone pode custar ...

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