O envelhecimento da população brasileira cresce, e com ele também a preocupação com a segurança dentro de casa. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indicam que cerca de 5,8 milhões de pessoas com mais de 60 anos vivem sozinhas no país. O cenário acende um alerta para possíveis situações de risco, como quedas, mal súbito e acidentes domésticos.
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Dessa forma, as soluções de monitoramento com dispositivos inteligentes, como câmeras e assistentes virtuais, por exemplo, têm se tornado uma alternativa cada vez mais comum para familiares que buscam acompanhar a rotina de idosos à distância.
Um exemplo prático é o do publicitário Matheus Ramos Dias, de 30 anos, que conseguiu agir rapidamente após a avó, Guiomar, sofrer uma queda em casa. Ele conta que a família decidiu instalar uma câmera e uma assistente virtual no ambiente onde ela passava mais tempo na casa.
“A minha avó passou a morar sozinha. Ela já estava fraca, debilitada da idade e era necessário que ela tivesse algum tipo de acompanhamento, porque em mais de uma ocasião ela se machucou em casa sozinha”, relata.
A tecnologia, segundo ele, foi configurada para funcionar como um canal direto de emergência. “Configurei a Alexa dela pra usar atalhos de diversas formas que ela pudesse dizer: ‘Ajuda’, ‘socorro’, ‘emergência’, e assim por diante", explica.
Apesar da preocupação, a família esperava que o sistema fosse apenas uma prevenção, mas logo ele precisou ser colocado à prova após Guiomar cair em casa. “Eu atendi a ligação e a minha avó só disse assim: ‘Matheus, eu caí, estou no chão’”, lembra. A partir daí, ele acionou o pai, que chegou ao local poucos minutos depois. “Em dado momento ela parou de responder, e foi quando eu entendi que ela possivelmente havia desmaiado”.
Apesar do nervosismo, o recurso foi essencial para evitar que algo mais grave acontecesse. “Evita que aconteça algo pior numa emergência em que você só descobre que a pessoa está caída horas depois”, diz.
Especialista explica benefícios
Para o diretor de casa inteligente e desenvolvimento de novos negócios da Vivo, Marcio Samis, o principal diferencial das soluções de automonitoramento está na praticidade e no acesso facilitado à tecnologia.
“O grande diferencial é tornar o cuidado e a proteção no dia a dia mais simples e acessíveis para as pessoas”, afirma. Segundo ele, o serviço já soma milhares de dispositivos em uso no país e permite acompanhar a residência em tempo real por meio de aplicativos.
“Com planos a partir de R$ 19,90 e pagamento facilitado na fatura Vivo, oferecemos uma solução tecnológica e conectada ao app Vivo Casa Inteligente. No app os clientes podem aproveitar as funcionalidades do Automonitoramento e integrar outros dispositivos inteligentes para automação residencial, o que é ainda mais valor agregado para o mercado”, completa.
As câmeras inteligentes, por exemplo, oferecem recursos como visão noturna, áudio bidirecional e até acompanhamento de movimento. “O modelo 360º amplia a visão do ambiente e acompanha os movimentos dentro do espaço, trazendo mais cobertura e tranquilidade”, explica.
Embora não sejam dispositivos exclusivos para idosos, já que podem ser usados para acompanhar crianças e pets, essas ferramentas têm sido cada vez mais utilizadas por famílias para acompanhar a rotina de parentes mais velhos. O especialista destaca que o acesso às imagens também pode ser compartilhado entre familiares.
“Um ponto alto do serviço é que sua ativação é bem simples e as câmeras já são enviadas para a casa do cliente com material de apoio para facilitar ainda mais o processo. Depois disso, uma vez logado no App Vivo Casa Inteligente, o cliente consegue fazer o pareamento de forma guiada”, diz. O acesso é facilitado para quem não tem tanta familiaridade com a tecnologia.
“Mais de um filho pode acompanhar a rotina do familiar idoso que mora sozinho, ou, em outra situação, verificar a rotina da casa com uma criança pequena”, conta. Para usar, as câmeras precisam estar conectadas à energia e Wi-Fi e o App Vivo Casa Inteligente notifica o cliente caso a câmera fique off-line, segundo Samis.