Meta e TikTok concordam em checar informações sobre fronteira na Espanha após travessia mortal

11 ago 2026 - 10h23

As redes sociais ‌Meta e TikTok concordaram em verificar a veracidade do conteúdo relacionado às travessias de fronteira para a Espanha, após a corrida em massa para entrar no enclave espanhol ⁠de Ceuta vindo de Marrocos, afirmou a ‌chefe de tecnologia da União Europeia, Henna Virkkunen.

O objetivo é impedir que redes criminosas ‌induzam potenciais imigrantes a ‌tentar a travessia com informações falsas, ⁠o que já resultou em mortes trágicas, disse ela em uma postagem no X na noite de segunda-feira.

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Mais de 70 mil imigrantes em potencial invadiram Ceuta em 30 ‌de julho, em uma onda que deixou quase ‌100 mortos.

Eles foram ⁠incentivados ⁠por alguns vídeos que se tornaram virais, incluindo alguns ⁠publicados por ‌um veículo de notícias ‌espanhol com o objetivo de destacar o peso das pressões imigratórias.

Meta e TikTok concordaram com a UE em estabelecer um "mecanismo ⁠ad hoc de escalonamento e cooperação com verificadores de fatos" como parte dos protocolos de crise, de acordo com a postagem.

As plataformas também ‌se comprometeram a proibir conteúdos relacionados ao tráfico de pessoas, acrescentou um porta-voz da ⁠Comissão na terça-feira.

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O porta-voz disse aos repórteres que as plataformas agem para bloquear ou reduzir a prioridade do conteúdo de forma voluntária — a Comissão Europeia não as obriga a remover nenhum conteúdo, mas abre um diálogo com elas para que ajam com responsabilidade.

A Comissão e a força policial pan-europeia Europol estão discutindo a situação com as duas empresas diariamente, segundo a publicação de Virkkunen.

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