A promessa de relaxar e esvaziar a mente por algumas horas é o que nos atrai nos jogos aconchegantes, ou jogos 'cozy': aqueles que nos cercam de animais fofos, nos acalmam com uma paleta visual reconfortante e nos propõem tarefas repetitivas e amigáveis que nos fazem fugir do estresse. Tudo parece muito bucólico: você herda uma fazenda, plantas, flores, decora cômodos ou cria móveis dos sonhos, com a promessa de escapar por algumas horas da rotina diária.
No entanto, esse tipo de refúgio digital se tornou a materialização daquilo de que você queria fugir: um segundo Google Agenda cheio de reuniões, um clone do seu trabalho das 9h às 17h. E 'Tiny Bookshop' reafirma isso.
Lançado neste verão, 'Tiny Bookshop' rapidamente se tornou um sucesso dentro da concorrida categoria de jogos cozy. A premissa é clara: você chega a uma cidadezinha charmosa com seu novo projeto de livraria móvel, que pode decorar com centenas de possibilidades. Através do seu relacionamento com os vizinhos, consegue vender e recomendar um grande número de livros e, por sua vez, descobrir os segredos da cidade.
Toda essa premissa inicial é mais do que impactante para os fãs do gênero. Depois de mais horas do que gostaria de admitir, percebi que havia caído novamente na armadilha dos jogos aconchegantes: dedicar horas e horas a uma tarefa. Por trás da adorável ideia de poder pintar tudo em tons pastel ou recomendar "Jane Eyre" aos clientes, no final das contas você percebe que passou um bom tempo procurando ...
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