Europa acaba de perceber a dimensão da ameaça dos drones: eles chegaram a lugares inimagináveis

Na Europa de 2025, a fronteira entre segurança energética e segurança militar desapareceu

20 abr 2026 - 13h12
(atualizado às 14h20)
Foto: Xataka

A Ucrânia voltou a colocar o alarme nuclear no centro do conflito europeu, após denunciar que a Rússia está atacando deliberadamente subestações elétricas que alimentam as usinas nucleares de Khmelnytsky e Rivne. Segundo o ministro das Relações Exteriores ucraniano, Andrii Sybiha, os ataques com drones não são incidentes isolados, mas operações planejadas para colocar em risco a segurança nuclear continental.

Acontece que drones estão chegando a usinas europeias.

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Ofensiva

No início de novembro, Moscou lançou mais de 450 drones e 45 mísseis contra diversas regiões da Ucrânia, causando pelo menos sete mortes e danos a infraestruturas críticas. Em Dnipro, um drone atingiu um prédio residencial, matando três pessoas, enquanto outros ataques ocorreram em Kharkiv e Zaporizhzhia.

Kiev acusa a Rússia de instrumentalizar o risco atômico como arma psicológica e de tentar provocar um acidente em usinas que ainda dependem de fornecimento externo de energia elétrica para evitar o colapso do sistema de refrigeração.

Paralelamente, Moscou avança com sua própria agenda nuclear: o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, confirmou que o Kremlin está trabalhando em propostas para um possível teste nuclear por ordem direta de Vladimir Putin, uma resposta à recente declaração do presidente dos EUA, Donald Trump, de que Washington poderia retomar seus próprios testes.

A tensão atômica entre as duas potências, exacerbada pela guerra na Ucrânia, mergulhou a Europa em um cenário de ...

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