1987. Thomas Knoll, estudante da Universidade de Michigan, enfrentava um problema: seu Macintosh Plus não exibia imagens em tons de cinza corretamente. Não era um problema crítico, que o impedia de trabalhar, mas o incomodava o suficiente para que ele abrisse um editor de código e começasse a corrigi-lo. É o tipo de coisa que engenheiros fazem quando algo não está funcionando como deveria: escrevem algumas linhas de código, corrigem o problema e seguem em frente. Thomas Knoll jamais imaginou que não conseguiria parar.
O que começou como uma solução improvisada para um bug na tela se tornou um programa, depois um produto, em seguida uma aquisição multimilionária e, finalmente, a ferramenta que mudou para sempre a edição de fotos.
O que acontece quando seu irmão trabalha com George Lucas?
O programa que Thomas Knoll desenvolveu em seu tempo livre se chamava "Display". Ele fazia exatamente o que o nome prometia: o Mac Plus só entendia preto e branco, sem tons de cinza, e o Display manipulava os pixels para enganar o olho e simular tons intermediários onde eles tecnicamente não existiam.
O próprio Thomas achava que o código "tinha valor limitado, na melhor das hipóteses". Era uma distração, um capricho de engenheiro; o tipo de projeto sobre o qual você nunca mais fala. A história teria terminado aí se não fosse pelo fato de Thomas ter um irmão com um emprego bastante incomum: John Knoll chefiava o departamento de efeitos especiais da Industrial Light & Magic, a empresa de efeitos...
Matérias relacionadas
Microsoft ameaça processar Amazon e OpenAI por acordo de US$ 50 bilhões que teria sido violado