Por décadas, falar sobre aeronaves extremamente rápidas significava falar do SR-71 Blackbird. Este avião de reconhecimento americano, capaz de voar a mais de Mach 3, estabeleceu o recorde absoluto de velocidade para uma aeronave tripulada com motor a combustão em 1976. Desde então, a marca não foi superada. No entanto, nos últimos anos, começaram a surgir projetos que buscam reacender essa corrida pela velocidade, e um dos mais visíveis é o conduzido pela empresa americana Hermeus.
O programa não visa construir uma única aeronave revolucionária desde o início. Sua abordagem é diferente: desenvolver uma série de protótipos que abordarão gradualmente os desafios do voo em altíssima velocidade. Nesse contexto, surge o Quarterhorse Mk 2.1, uma aeronave não tripulada que já iniciou os testes de voo e faz parte de um plano mais amplo, concebido para aproximar os Estados Unidos de novas capacidades de voo supersônico e, posteriormente, hipersônico.
O protótipo com o qual a Hermeus pretende acelerar o voo em alta velocidade
Para contextualizar esse voo, é necessário analisar o programa Quarterhorse como um todo. A Hermeus concebe este projeto como uma série de protótipos desenvolvidos para abordar diferentes aspectos do voo em alta velocidade. Cada aeronave é construída com um objetivo técnico específico, e os resultados obtidos são utilizados para refinar a próxima etapa do programa. A empresa argumenta que este modelo de desenvolvimento rápido e iterativo, baseado em múltiplos ...
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