Testada com 105 mil mulheres, inteligência artificial atua como segunda leitura em mamografias e ajuda a identificar o câncer de mama precocemente

Algoritmos já conseguem analisar mamografias, apontar regiões suspeitas e calcular um score de risco antes da decisão final do especialista

10 out 2026 - 09h05
Resumo
Um estudo publicado no The Lancet com mais de 105 mil mulheres na Suécia revelou que o uso de inteligência artificial como segunda leitura em mamografias supera o modelo tradicional de rastreamento. Ao apontar áreas suspeitas para os médicos, a IA aumentou a sensibilidade dos diagnósticos precoces de câncer de mama e reduziu em 12% os casos de intervalo, diagnosticados entre exames de rotina. A tecnologia reforça a precisão clínica e ajuda a diminuir a incidência de tumores invasivos.
Mamografia
Mamografia
Foto: shutter / Xataka

O mês de outubro é dedicado à conscientização e prevenção do câncer de mama, mas a busca por formas mais eficientes de identificar a doença acontece durante todo o ano. Agora, a inteligência artificial começa a ser útil em uma das principais etapas desse processo: a leitura das mamografias. Um estudo clínico publicado em janeiro de 2026 no The Lancet acompanhou mais de 105 mil mulheres na Suécia e mostrou que o rastreamento apoiado por IA teve maior sensibilidade do que o modelo tradicional. O uso da IA também esteve associado a uma redução de 12% nos cânceres de intervalo, aqueles diagnosticados entre duas rodadas de rastreamento. O objetivo é oferecer uma segunda análise das imagens para ajudar o especialista a identificar alterações que merecem mais atenção.

A inteligência artificial usa as imagens da mamografia para apontar regiões que merecem uma análise mais cuidadosa

O funcionamento desse tipo de tecnologia parte de uma proposta simples: adicionar uma camada de análise à mamografia antes da decisão do especialista. No estudo MASAI, realizado na Suécia, o uso da inteligência artificial esteve associado a uma maior sensibilidade do rastreamento e a uma redução nos cânceres identificados apenas entre as rodadas do exame. Esses cânceres de intervalo são importantes porque aparecem depois de uma mamografia de rastreamento considerada negativa e antes da próxima rodada. No grupo analisado pelo estudo, a estratégia apoiada por IA também registrou menos casos invasivos e ...

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