Cientistas da Universidade da Califórnia em Berkeley desvendaram por que os cadarços se soltam sozinhos. Com câmeras lentas, descobriram que a combinação do impacto do pé no chão com o balanço da perna afrouxa o laço de forma imperceptível até que ele se desfaça bruscamente em poucos passos. O fenômeno é fruto dessa ação mecânica conjunta, e não apenas de nós malfeitos ou do modo de andar, explicando a transição repentina de um nó estável para um cadarço totalmente desatado durante o movimento.
Com certeza já aconteceu com você: você amarra o seu tênis, começa a caminhar e, poucos minutos depois, um dos cadarços já está no chão. Ninguém encostou nele, ninguém puxou e, até onde você se lembra, o nó estava bem feito. Como ele conseguiu se desamarrar sozinho? A resposta tem muito pouco de mistério e uma boa dose de física.
Um grupo de pesquisadores da Universidade da Califórnia em Berkeley decidiu observar o fenômeno em câmera lenta para descobrir o que realmente acontecia no interior do laço. O que eles constataram é curioso: a culpa não é apenas do nó nem apenas do modo de andar, mas da combinação entre a batida no chão e o movimento da perna, que trabalham juntos para desatá-lo.
O processo, além disso, ocorre de uma forma nada intuitiva. Durante boa parte do trajeto, o nó parece perfeitamente estável e quase não se altera. Porém, após acumular pequenos deslocamentos, chega um momento em que o deslizamento se acelera e o laço passa de aparentemente intacto a completamente desfeito em apenas alguns passos.
O estudo começou com algo que qualquer um pode comprovar
Os cientistas queriam entender um fenômeno corriqueiro, mas surpreendentemente pouco estudado: por que o nó de um cadarço consegue se manter firme por tanto tempo e, de repente, terminar completamente desatado enquanto caminhamos ou corremos? Para testar isso, primeiro eles observaram o que acontecia quando tentavam isolar os movimentos que costumam ocorrer simultaneamente.
Quando uma pessoa apenas balançava a ...
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