Saturno tornou-se um enigma para os cientistas desde que a sonda Cassini mediu sua velocidade de rotação em 2004, cujos valores não correspondiam aos aceitos pela comunidade científica. Aos poucos, novos dados foram descobertos, ajudando a explicar essa discrepância, mas foi preciso o Telescópio Espacial James Webb para encontrar a resposta definitiva.
A Discrepância de Cassini
Em 2004, a sonda Cassini aproveitou sua visita a Saturno para medir dados importantes, como sua velocidade de rotação. Normalmente, essa velocidade é calculada analisando parâmetros que ocorrem periodicamente, como pulsos de emissão de rádio. É um método consagrado, utilizado para calcular a taxa de rotação de muitos planetas.
Com a Cassini, esperava-se que o valor obtido coincidisse com o registrado anteriormente pela sonda Voyager 2 em 1981. No entanto, para surpresa dos cientistas que analisaram os dados, os valores não batiam.
Um impulso misterioso
Um planeta não pode acelerar ou desacelerar sem uma força externa atuando sobre ele. Deveria haver algo que impulsionasse essas mudanças na velocidade de rotação. Ou, no mínimo, algum fator desconhecido distorcendo os resultados. Tudo isso permaneceu um mistério até 2021, quando uma equipe de cientistas da Universidade de Leicester publicou um estudo que forneceu novas pistas.
As auroras entram em cena
Durante um mês, cientistas da Universidade de Leicester mediram as emissões infravermelhas na alta atmosfera de Saturno. Isso permitiu mapear uma série de fluxos...
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