O gelo de Europa pode estar alimentando um oceano subterrâneo com potencial para abrigar vida

Isso muda nossa perspectiva sobre esta lua

23 jan 2026 - 14h31
(atualizado às 16h37)
Foto: Xataka

Cientistas da Universidade Estadual de Washington revelaram uma nova peça no quebra-cabeça da habitabilidade de Europa, uma das maiores luas de Júpiter. Um estudo publicado em janeiro de 2026 sugere que a espessa camada de gelo que envolve a lua não é apenas uma barreira intransponível, mas um sistema dinâmico que "recicla" nutrientes da superfície para o vasto oceano subterrâneo.

Europa é considerada um dos lugares mais promissores para a busca de vida extraterrestre porque possui mais água líquida do que todos os oceanos da Terra somados. O grande desafio científico sempre foi entender como nutrientes vitais, produzidos na superfície pela radiação de Júpiter, conseguiriam atravessar quilômetros de gelo para alimentar possíveis microrganismos nas profundezas escuras do oceano.

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A inspiração na geologia da Terra: a delaminação

Para resolver esse enigma, os pesquisadores buscaram inspiração em um processo geológico terrestre chamado delaminação da crosta. Na Terra, seções da crosta que se tornam quimicamente alteradas e densas podem se desprender e afundar no manto.

Os modelos computacionais aplicados a Europa mostraram que um processo idêntico pode ocorrer no gelo:

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